Festa da Música Tupiniquim com Zé Ramalho e Baia
Evento que dissemina a música brasileira chega à Fundição Progresso
Da necessidade de comida caseira em terra de enlatados nasceu a Festa da Música Tupiniquim, que traz os shows de Zé Ramalho e Mauricio Baia em edição especial na Fundição Progresso, nesta sexta-feira (14), a partir das 22h.
À meia-noite, Zé Ramalho abre os festejos no palco principal relembrando os antigos sucessos como A caixa de pandora, Chão de giz, Avohai, Admirável gado novo e Mistérios da meia-noite. Como o paraibano adora homenagear suas influências, o público também pode esperar músicas de Bob Dylan, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Beatles, Roberto Carlos, Erasmo e Raul Seixas no repertório.
Mauricio Baia, dono de um público fiel desde os tempos dos RockBoys, fecha a noite com um show prevista para as 2h da madrugada, trazendo sucessos como Na fé, O comedor de calango e o gerente da multinacional, Eus, Bicho homem, Baia e a doida, Habeas corpus, entre outras.
O artista promete cantar também uma música inédita do novo CD, que começa a ser gravado agora e tem previsão de lançamento no início de 2013. “Acabei de gravar as bases, estamos no período inicial do CD. Hoje vou tocar uma canção do novo disco”, antecipa o músico.
Segundo Baia, o CD vai contar com a participação de Gabriel Moura e de Edu Krieger, ”uma figura que está colaborando muito com o andamento dos trabalhos. Vou gravar uma canção do Edu que o próprio diz ter a minha cara. Ele ainda toca baixo em algumas canções”, afirma Baia.
A discotecagem fica por conta dos DJs Túlio Baía, jornalista e jovem pesquisador musical e Lencinho, que também é dj residente do Circo Voador, além de produtor desta que é a mais tradicional casa de shows do Rio de Janeiro. Nas projeções visuais, a Tupiniquim contará com o DJ e VJ Montano.
O palco São Sebastião será o local onde vão florescer outras artes. Haverá tendas esotéricas onde a taróloga Bya Blanco (Cartas) e a cigana Lis Mendes (Oráculo de Cristais) atenderão aos curiosos sobre o futuro, uma intervenção cultural em que o artista plástico Márcio Heider pinta um painel temático durante o evento interagindo com o público. Além disso, em todo o espaço do evento a plateia vai curtir os cliques do Estúdio Móvel AVÔHAI de Byron Prujansky e Pedro França.
Mais brasilidade à Zona Oeste e aos bairros cariocas
Aos que batiam o pé e clamavam por uma 'des-Miami-zação' do bairro, a Tupiniquim caiu como uma luva. Ou como um abraço musical, como os organizadores do evento a costumam chamar. A ideia de uma festa que proporcionasse aos ouvidos presentes apenas música brasileira não é nova, começou na Zona Sul do Rio e serviu de inspiração para a Tupi. O que difere esta daquelas é o local onde cravou-se a bandeira verde amarela: a Barra da Tijuca.
Enquanto carros embriagados voavam pelas Américas, pagode, hip-hop, funk e música eletrônica eram os pratos principais de um cardápio americanizado, configurado na Barra pela indústria da noite que dominou os quatro cantos do lugar. 'Um bairro reto, sem swing', cochicham em Botafogo. Foi assim que em 28 de novembro de 2010, Luísa Breda, Dudu Ribeiro e Túlio Baía, com o apoio de alguns amigos decidiram criar a Festa da Música Tupiniquim.
A festa ganhou asas e hoje mobiliza centenas de jovens nas festas que faz na Zona Sul do Rio, Lapa e até em Belém do Pará. Seu repertório passeia entre o fino dançante da MPB, trazendo o que se pula de Jorge Ben, Tim Maia, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Los Hermanos, Novos Baianos, Baia, entre muitos outros.
Os frequentadores assíduos da edição da festa vibram com os show de Mauricio Baia, que já é parceiro da festa há um bom tempo. “A geração da Tupiniquim é um tanto mais nova que a minha, mas muita inventiva e comunicadora. A equipe da festa me convidou, dizendo que eles já tocavam e gostavam das minhas canções. E como o evento cresceu na cidade, fizemos parcerias, criando vídeos, flyers virtuais e programações com uma linguagem mais moderna”, relata Mauricio.
