Angela Maria e Cacique de Ramos participam de ‘Depoimentos para Posteridade’

Por

Considerada uma das grandes divas da Era do Rádio, Ângela Maria é convidada da série “Depoimentos para Posteridade”, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, que acontece na próxima terça-feira, dia 23, a partir das 13h30, na sede do MIS da Praça XV. Para entrevistar a cantora estarão presentes Haroldo Costa e Paulo Roberto Direito (produtores culturais), Hermínio Bello de Carvalho (compositor e produtor musical) e Rodrigo Faour (escritor e jornalista). Vale destacar que este mês de agosto é especial: dia 31, uma semana após a participação de Angela Maria, será a vez do bloco Cacique de Ramos ser o homenageado da série.

Nascida em 1928, com o nome de Abelim Maria da Cunha, a cantora descobriu o amor pela música no coro de sua Igreja, na cidade de Conceição de Macabu, Macaé, Rio de Janeiro. Na década de 1940, já na capital, alternava sua rotina entre trabalhar numa fábrica de lâmpadas e participar de programas de calouros. Como cantava escondido da família teve que adotar um outro nome, escolhendo Ângela Maria. Em 1951 gravou o primeiro disco e logo veio a consagração como intérprete de samba-canção, ao lado de Maysa e Dolores Duran.

Gravou dezenas de sucessos, como “Não tenho você”, “Babalu”, “Cinderela”, “Moça Bonita”, “Vá, mas volte”, “Garota Solitária”, “Falhaste Coração”, “Lábios de Mel” e outros. Em 1996 foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD “Amigos”, com a participação de vários artistas, entre eles Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Chico Buarque. O álbum vendeu mais de 500 mil cópias.

 Um ano depois gravou o CD “Pela saudade que me invade”, com sucessos de Dalva de Oliveira, e em 1998 firmou uma parceria com Agnaldo Timóteo, em “Só Sucessos”, também na lista dos cem álbuns nacionais mais vendidos. Após sua saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003, desta vez levou o nome de “Disco de Ouro”, trabalho que mostrou um viés eclético, abrangendo compositores variados como Djavan e Dolores Duran.

Cacique de Ramos – O samba pede passagem para invadir o auditório do MIS

Berço de bambas do porte de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Luiz Carlos da Vila entre muitos outros, o bloco carnavalesco Cacique de Ramos será o homenageado da segunda edição de uma série especial do “Depoimentos para Posteridade”. O encontro, realizado no próximo dia 31 (quarta-feira), a partir das 13h30, conta com a presença do presidente Bira e dos diretores Ubirany e Sereno, que farão parte da mesa formada ainda pela pesquisadora e historiadora Rachel Valença e pelo jornalista João Pimentel.

O bloco carnavalesco, originário do subúrbio carioca de Ramos, Zona da Leopoldina, tem como padroeiro São Sebastião e foi fundado em 1961 por três famílias: a Félix do Nascimento (Bira, Ubirany e Ubiraci), a Oliveira (Walter, Chiquita, Sereno, Alomar, Jorginho e Mauro) e pela família Espírito Santo (Aymoré e Conceição). Entre seus integrantes estão membros do Fundo de Quintal, grupo que descobriu Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Jovelina Pérola Negra, Luiz Carlos da Vila, entre outros. Tradicionalmente desfila pela Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, aos domingos, segundas e terças-feiras de Carnaval e em 2012 apresentará um enredo sobre a Estação Primeira de Mangueira.

‘Depoimentos para posteridade’

Em 1966, o MIS inaugurou o projeto “Depoimentos para Posteridade”, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material gravado em áudio e vídeo de figuras notáveis, como Cartola, Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Isaac Karabitchesky, Dona Ivone Lara e Cacá Diegues, entre muitos outros. Vale lembrar que todos os testemunhos ficam à disposição do público nas salas de consulta do MIS. O depoimento da cantora Ângela Maria e do bloco carnavalesco Cacique de Ramos integrará o acervo em até 48 horas, a contar do término de sua entrevista.

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ - Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV

Data: 23 e 31 de agosto de 2011 (terça e quarta-feira)

Horário: 13h30

Entrada franca

Informações: 2332-9520 ou 2332-9524

Auditório com capacidade para 56 pessoas