ABL: Ciclo 'A memória reverenciada' fará homenagem a Dinah Silveira de Queiroz

A conferencista convidada é a professora Zahidé Muzart, e a palestra estará sob coordenação do Acadêmico Alberto Venancio Filho

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A Academia Brasileira de Letras (ABL) dará continuidade ao Ciclo “A memória reverenciada” com palestra da professora Zahidé Muzart, também doutora em estudos latino-americano e com pós-graduação na Faculté des Lettres et Sciences Humaines de Toulouse, França, em homenagem à Acadêmica Dinah Silveira de Queiroz  (1911-1982). A coordenação geral é do Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça, Presidente da ABL, e a coordenação do Acadêmico Alberto Venancio Filho. A conferência está programada para o dia 14 de junho, terça-feira, às 17h30min,  no Teatro R. Magalhães Jr., 280 lugares, na sede da Academia, na Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca. O ciclo terá ainda mais uma conferência: dia 21 de junho, homenagem ao Acadêmico Raimundo Correia (1859-1911), com palestra do poeta e Acadêmico Lêdo Ivo.
 
Sétima ocupante da Cadeira nº 7 da ABL, eleita em 10 de julho de 1980, na sucessão de Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz, romancista, contista e cronista, nasceu em São Paulo (SP) no dia 9 de novembro de 1911, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 27 de novembro de 1982.  Seu primeiro trabalho literário recebeu o título de “Pecado”, seguido da novela “A sereia verde”. Seu grande sucesso viria em 1939, com o romance “Floradas da serra”, contemplado com o Prêmio Antônio de Alcântara Machado, da Academia Paulista de Letras, e transposto para o cinema em 1955.
 
Outras obras se seguiram também com grande sucesso. Em 1954, publicou o romance “A muralha”, em homenagem às comemorações dos IV Centenário da Cidade de São Paulo. Ainda nesse ano, a Academia Brasileira de Letras lhe conferiu o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra. Em 1957, publicou o volume de contos “As noites do morro do encanto”, e recebeu o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileiras de Letras. A escritora viveu os últimos anos em Lisboa, onde seu segundo marido, o embaixador Dário de Castro Alves, chefiava a representação diplomática do Brasil. Lá escreveu seu último romance, “Guida, caríssima Guiga”, publicado em 1981.