Theatro Municipal do Rio de Janeiro anuncia temporada 2011
RIO - Clássico de Fritz Lang, 'Metropolis' abre a temporada 2011 do Theatro Municipal do Rio, no dia 17 de março, em concerto da série 'Música e Imagem'. O filme, marco da cinematografia mundial, será exibido em 35mm e terá a trilha de Gottfried Huppertz interpretada pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, liderada pelo maestro titular, Sílvio Viegas. Apresentações de 17 e 19 de março.
A OSTM voltará a se apresentar, em 2 e 3 de abril, com a Grande Missa em Dó Menor, uma das mais importantes composições de Mozart no campo da música religiosa. Além de solistas convidados, a obra contará com regência do brasileiro Marcelo Lehninger, maestro assistente na Sinfônica de Boston, um dos mais expressivos conjuntos sinfônicos dos Estados Unidos.
Em agosto, a Orquestra volta ao palco para novo concerto da série Música e Imagem, em programa duplo intitulado Noite Italiana no Cinema, com uma seleção de composições de Nino Rota, autor da famosa trilha de O Poderoso Chefão, e a exibição de Rapsódia Satânica, filme de 1917, de Nino Oxilia, com música assinada por Pietro Mascagni. A regência será do maestro Marcelo Ramos.
Ícone do repertório clássico, Giselle, na versão de Peter Wrigt, inicia a temporada do Ballet do Theatro Municipal, em 14 de abril. A história da modesta camponesa que morre devido a uma desilusão amorosa e se transforma em uma criatura etérea, fica em cartaz até 24 de abril. A bela partitura de Adolph Charles Adam será interpretada pela OSTM, regida por Silvio Viegas. A segunda atração traz coregrafias do francês Roland Petit no programa L’Arlesienne/Carmen, com música de Georges Bizet.
Escolhida para abrir a temporada de óperas de 2011, Lucia de Lammermoor, de Gaetano Donizetti, estreia em 14 de maio após um intervalo de quase quatro décadas. A última montagem data de 1972. A atual versão leva a assinatura de Alberto Renault e a OSTM regida por Silvio Viegas.
Nabucco, emblemático título de Verdi, que acabou tendo o Va Pensiero entoado pelo coro dos escravos hebreus eleito como um hino do nacionalismo italiano, vai receber direção cênica de André Heller e a OSTM estará, mais uma vez, sob a batuta de Sílvio Viegas. A obra estreia em 21 de julho.
Para o segundo semestre está reservada um das óperas mais apreciadas de Giacomo Puccini: Tosca sobe ao palco em 10 de setembro, com direção cênica de Carla Camurati, contando com um elenco internacional encabeçado por Sondra Radvanovsky, tendo Juan Pons como Scarpia e o tenor brasileiro Thiago Arancan, fazendo sua estreia no Municipal. A OSTM estará sob comando do diretor artístico, Roberto Minczuk.
O Castelo de Barba Azul, do húngaro Bela Bartók, único título que foge ao repertório italiano, encerra a temporada em versão assinada por Felipe Hirsch e regida pelo maestro Aylton Escobar.
