Em SP, Motörhead sacode plateia com palco simples e raça de sempre
Ariane Fernandes, JB Online
SÃO PAULO - Se formos comparar o show da turnê Motörizer com os do Kiss e Iron Maiden, acontecidos recentemente em terras brazucas, podemos dizer que foi bem simples; com palco menor e alguns shows de luzes e fumaça. Mas a dedicação do trio liderado por Lemmy Kilmister, 63 anos, não permitiu que a plateia esfrie ao longo de 17 canções.
A invasão do Motörhead ao palco do Via Funchal neste sábado, dia 18, começou com aproximadamente uma hora de atraso. Como de costume, o microfone apontava para o chão e fazia ecoar a rouquidão da voz de Lemmy Kilmister, 63 anos.
Para começar o show, o vocalista fez o palco tremer e o público pular com nada menos do que Iron Fist. A guitarra de Phill Campbell misturada à bateria de Mikkey Dee nos deu ainda mais a certeza de que apesar dos anos de estrada e banda continua a mesma e não deixa de agradar aos fãs por conta disso.
Solos de guitarra e um show a parte do baterista Mikkey fizeram com que os roqueiros presentes, que iam desde metaleirinhos acompanhados pelos pais até as cabeleiras já com alguns fios brancos, gritassem em coro as canções e erguessem as mãos em "chifrinhos" agitando nos bate-cabeças.
Em dado momento, uma faixa atirada por um fã ao palco que dizia: "Motörhead is my fuel" (Motörhead é meu combustível) foi pendurada com orgulho pelo vocalista.
Para acalmar um pouco os ânimos, Whorehouse Blues tocada apenas no violão, gaita e voz precedeu a mais aguardada da noite Ace of Spades dando sequência e despedindo-se de São Paulo com Overkill que nomeia o clássico álbum do ano de 1979.
"Nós somos o Motörhead e nós tocamos rock'n'roll!" -palavras essas ditas por Lemmy ao sair do palco. E ainda há gente que duvide disso!
Setlist:
Iron Fist
Stay Clean
Be My Baby
Rock Out
Metropolis
Another Perfect Day
Over The Top
One Night Stand
You Better Run
I Got Mine
The Chase Is Better Than The Catch
Bomber
Power
Going To Brazil
Killed by Death
Whorehouse Blues
Ace of Spades
Overkill
