Todas as mulheres-maravilha em livro

Por

Fernanda Pereira Carneiro, Jornal do Brasil

RIO - Mulheres com personalidades marcantes desde a década de 50 como Lucille Ball, de I love Lucy, até as mais modernas e independentes, como Sarah Jessica Parker, de Sex and the city, vão ser retratadas no livro As maravilhosas mulheres das séries de TV, escrito pela jornalista e blogueira (www.tvseries.com.br) Fernanda Furquim, com lançamento previsto para 1º de outubro. O almanaque conta com nomes de peso e traz curiosidades, trajetórias históricas, fotos e biografias das principais personagens femininas que fizeram história nas tramas

televisivas.

Os personagens masculinos eram o foco das séries antigamente. atesta a jornalista As mulheres interpretavam apenas papéis infantis ou de comédia. Hoje isso mudou bastante e temos papéis femininos muito fortes. A TV dá um espaço que o cinema, infelizmente, ainda não concede.

O livro é dividido por décadas e por gêneros, traçando perfis desde os mais simples até os mais revolucionários. Dentre os destaques biográficos a autora cita cinco as integrantes da série Desperate housewives, Dana Scully de Arquivo X e Farrah Fawcett, de As Panteras. Apesar de a TV nacional não ter criado uma tradição na produção de séries por ter, entre outros fatores, investido bastante na criação das novelas, há um capítulo reservado apenas às personagens brasileiras.

Nós temos nomes marcantes, como a Regina Duarte, na série Malu Mulher, e Eva Wilma, em Alô Doçura. analisa Fernanda Ela se despede totalmente do universo masculino quando se divorcia do marido. Esta personagem, na minha opinião, é tão forte quanto Lucille Ball.

Algumas atrizes famosas, como o trio de Friends, ficaram de fora das páginas. Fernanda diz que, na hora de selecionar os nomes, optou pelas que promoveram mudanças e influenciaram a própria trajetória da TV.

O sexo, por exemplo, era um tabu na TV americana. Algumas séries, como Sex and the city, chegaram ao ponto de derrubar esse conceito. Esse tema deixou de ser tratado apenas de uma forma verbal para ser também visual.

Além dos perfis e das curiosidades, são citadas também séries pouco conhecidas, como Uma secretária de futuro, estrelada por Sandra Bullock, com apenas 12 episódios exibidos, comentários sobre o surgimento das dramédias, análise das linguagens narrativas que cada década aborda. A escritora também situa a sua obra nos acontecimentos políticos de cada época.

Depois de 10 anos de proibição dos negros na TV, em 1966 surge a primeira mulher negra de volta às séries, em Julia. conta a escritora. Muitos detalhes como esse são desconhecidos. É importante contextualizar o leitor e mostrar que diversas mudanças na sociedade foram refletidas também nos personagens.