Cerimônia do Oscar consagra "Onde os fracos não têm vez"

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Angélica Paulo, JB Online

RIO - Este foi um ano atípico para a cerimônia do Oscar. Abalada por uma greve histórica de roteiristas, que ameaçou até mesmo a execução da própria festa, a 80ª edição da mais badalada premiação do cinema mundial teve uma temática um tanto quanto diferente. Dramas intensos e muitas vezes sangrentos, com personagens densos e bem construídos deram o tom deste ano.

As apostas foram feitas e o que a maioria dos críticos e especialistas em cinema esperava aconteceu. Mas algumas zebras surgiram no meio do caminho, até que "Onde os fracos não têm vez" conquistassem a noite, levando o prêmio de Melhor Direção e Melhor Filme.

A primeira boa surpresa da noite foi o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para a inglesa Tilda Swinton, mais conhecida no Brasil pela Rainha Branca de "As Crônicas de Nárnia".

Um pouco depois, a escolhida para receber o Oscar de Melhor Atriz contrariou todas as expectativas. A francesa Marion Cotillard levou a estatueta por sua belíssima atuação em "Piaf - Um hino ao amor", em uma atuação surpreendente da diva Edith Piaf.

Grande azarão do ano, a comédia "Juno" venceu por seu roteiro, premiando a ex-stripper Diablo Cody, que com seu vestido de oncinha provavelmente será a detentora de outro prêmio: a mais mal vestida da noite.

Mas a noite foi mesmo dos irmãos Ethan e Joel Coen. Com oito indicações ao Oscar, o longa "Onde os fracos não têm vez" faturou três estatuetas, nas categorias Melhor Ator Coadjuvante, para o espanho Javier Barden (mais um estrangeiro), Melhor Direção e Melhor Filme.

Segundo os críticos, pela falta de um arrasa-quarteirão entre os indicados, além de temas difíceis, esta foi, possivelmente, uma das cerimônias menos populares dos últimos anos. Mas, sem dúvidas, uma das mais heterogêneas.

Confira abaixo a lista dos vencedores:

Melhor filme: "Onde os fracos não têm vez"

Melhor diretor: Ethan e Joel Coen ("Onde os fracos não têm vez")

Melhor ator: Daniel Day-Lewis ("Sangue negro")

Melhor atriz: Marion Cotillard ( Piaf - um hino ao amor )

Melhor ator coadjuvante: Javier Bardem ( Onde os fracos não têm vez )

Melhor atriz coadjuvante: Tilda Swinton ("Conduta de risco")

Melhor roteiro original: Diablo Cody ("Juno")

Melhor roteiro adaptado: Ethan e Joel Coen ("Onde os fracos não têm vez")

Melhor animação: Ratatouille , de Brad Bird

Melhor documentário: "Taxi to the dark side", de Alex Gibney e Eva Orner

Melhor filme estrangeiro: "The counterfeiters", de Stefan Ruzowitzky (Áustria)

Melhor fotografia: "Sangue negro"

Melhor direção de arte: "Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet"

Melhor edição: "O ultimato Bourne"

Melhor mixagem de som: "O ultimato Bourne"

Melhor edição de som: O ultimato Bourne

Melhores efeitos especiais: A bússola de ouro

Melhor maquiagem: Piaf Um hino ao amor

Melhor figurino: Elizabeth A era de ouro

Melhor canção original: "Falling slowly", de Glen Hansard e Marketa Irglova ("Once")

Melhor trilha sonora original: Dario Marianeli ("Desejo e reparação")

Melhor curta-metragem: "Le Mozart des pickpockets"

Melhor curta-metragem de animação: "Peter and the wolf"

Melhor documentário em curta-metragem: "Freehand"