Tommy Lee Jones - Experiência e longa carreira como trunfos

Por

Agência EFE

MADRI - O veterano Tommy Lee Jones, um dos atores mais respeitados da indústria do cinema, surpreenderá neste domingo se abocanhar o Oscar da categoria por seu papel em 'No Vale das Sombras', prêmio que, no entanto, faria jus ao seu trabalho e à sua longa carreira.

Embora largue em desvantagem e relação a Daniel Day-Lewis e a George Clooney, correndo por fora, Jones pode acabar ganhando seu segundo Oscar, apesar de o primeiro ter sido de ator coadjuvante por "O Fugitivo', em 1993.

Contra si, o veterano enfrenta o fato de seu filme ser uma aberta crítica ao Governo americano, tipo de produção que não costuma ser reverenciada pela 'politicamente correta' Academia de Hollywood, que tenta sempre eliminar o tom político de sua premiação.

A favor de Jones, porém, estão todos os que o consideram merecedor de um Oscar de ator principal e o papel do pai que procura a verdade sobre o desaparecimento de seu filho, personagem que casa muito bem com o gosto hollywoodiano, inclinado à dramaticidade um pouco exagerada, com a diferença que o profissional faz uma interpretação absolutamente contida, sem os típicos maneirismos da maioria de seus colegas americanos.

"Na frente das câmeras, ele é suave. Seus olhos são fluidos e melancólicos. Seu rosto é tão marcado pelo cenho que é quase poroso. Ele não precisa dizer palavras, mas quando as diz, as sussurra em sua patenteada mistura de acidez e remorso', afirmou a revista 'New York' sobre sua interpretação.

Em 'No Vale das Sombras', Jones, de 71 anos, encarna Hank Deerfield, um sargento reformado, veterano do Vietnã, que investiga o desaparecimento de seu filho quando este voltava de uma batalha no Iraque.