"Onde os Fracos Não Têm Vez' - Imãos Coen seduzem Hollywood
Agência EFE
LOS ANGELES - Depois de 'Fargo' (1996), os irmãos Joel e Ethan Coen voltam a seduzir Hollywood com sua abordagem do lado mais sórdido do oeste americano em 'Onde os Fracos Não Têm Vez', western que concorre a oito estatuetas do Oscar.
O longa iniciou sua caminhada no último Festival de Cannes e, de imediato, entusiasmou a crítica, elevou Javier Bardem à categoria de um dos melhores atores da temporada e relançou o escritor Cormac McCarthy, especializado na dissecação do absurdo da vida e premiado com um Pulitzer.
"No Country for Old Men' (no original), tanto o filme como o livro que o inspirou, conta a perseguição de Anton Chigurh, um sanguinário e tenaz matador de aluguel cujo 'modus operandi', sujeito a uma rígida e curiosa ética profissional, contrasta com a desvalorização dos princípios do estado do Texas.
Na história, o banho de sangue promovido por Chigurh se cruza com a história de Llewelyn Moss, um sujeito comum que encontra uma caminhonete cercada por vários corpos e com uma carga de heroína e US$ 2 milhões dentro. Quando Moss pega o dinheiro, provoca uma reação em cadeia de violência, que a lei, representada pelo desiludido xerife Bell, não consegue deter.
O filme, que se passa no Texas - embora tenha tido a maior parte de suas cenas rodada em Las Vegas -, se tornou o maior sucesso comercial dos irmãos Coen nos Estados Unidos, onde foi lançado em 21 de novembro e já arrecadou mais de US$ 70 milhões.
Na corrida pelo Oscar deste ano, 'Onde os Fracos Não Têm Vez'
larga como favorito junto com 'Sangue Negro'. Desde o fim de 2007, quando a crítica americana começou a destacá-lo como o melhor do ano, já faturou 73 prêmios, incluindo o da Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos.
