Nova-iorquinos famosos promovem o turismo na cidade
Portal Terra
NOVA YORK - Os atores Robert De Niro e Juliane Moore juntaram-se ao prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, para abraçar uma nova causa: trazer os turistas de volta a Nova York, em especial os estrangeiros. A cidade, que já ostentou o título de "segunda casa do mundo", sofreu uma queda brusca de visitantes após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Vem apresentando uma lenta recuperação. Lenta demais para Bloomberg.
O prefeito quer elevar o número de visitantes internacionais e domésticos, que em 2006 chegaram a 44 milhões, para 50 milhões até 2015. Os estrangeiros, em 2000, eram 6,8 milhões. Após uma queda na seqüência dos ataques, esse patamar só foi retomado em 2005. Para isso promete cobrar uma atitude mais agressiva do governo norte-americano para o turismo.
- Temos de convencer Washington que este país não vai sobreviver se fechar as portas para o mundo - disse o prefeito.
Para dar o exemplo, Nova York lançou uma campanha publicitária de US$ 5,6 milhões, batizada de "Just ask the locals" ("Pergunte aos moradores locais", em tradução livre). Trata-se da primeira grande ação de marketing da cidade após a histórica e bem-sucedida campanha "I Love New York", que acaba de comemorar 30 anos.
- Nova York não tinha tradição de investir em propaganda, afinal, somos a Big Apple - disse o prefeito.
O objetivo da campanha é provar ao turista que a cidade sabe receber bem. Cartazes e panfletos em diferentes línguas e disponíveis em pontos estratégicos dão dicas sobre como aproveitar melhor a visita.
Há dois anos, Nova York conseguiu recuperar o número de turistas internacionais que recebeu no ano 2000, de 6,8 milhões de visitantes. As exigências do governo americano em relação a vistos chegaram a derrubar esse número para 4,8 milhões de visitantes em 2003. O turismo doméstico, porém, continuou crescendo. No último ano, 37 milhões de americanos visitaram Nova York, um aumento de 25,4% em relação ao número de visitantes de 2001.
Agora a preocupação é aumentar as receitas com o turismo, que só no ano passado representou US$ 24,7 bilhões em divisas, gerando 360 mil empregos. Em 2001, os turistas deixaram na cidade US$ 15,1 bilhões em receitas, valor que teve uma queda de 7,2% em 2002, com US$ 14 milhões.
- Os turistas estão mais preocupados com a falta de educação dos policiais do que com o terrorismo - afirmou Jonathan Tisch, presidente da entidade privada promotora de turismo da cidade, a NYC & Company.
Para Bloomberg, foi-se o tempo em que os Estados Unidos podiam apenas esperar pela chegada dos turistas.
- Nova York não tinha tradição de investir em propaganda, afinal, somos a Big Apple - ironiza. Segundo ele, se não existisse o turismo, cada domicílio nova-iorquino teria que pagar mais US$ 953 em impostos para cobrir a receita gerada pela atividade.
Por isso, a importância da campanha "Just ask the locals".
- Os nova-iorquinos gostam de receber, como comprova a pesquisa feita pela Reader's Digest - diz Bloomberg. Publicado em julho de 2006, o levantamento mostra que Nova York foi considera a cidade mais cortês do mundo, com 80% de votos, seguida por Zurique (77%), Toronto (70%), e empatadas, Berlim e São Paulo, ambas com 68% de votos.
Estrelada por famosos nova-iorquinos, como os atores Robert de Niro, Juliane Moore e Jimmy Fallon e o ex-jogador de futebol americano Tiki Barber, a campanha pede aos visitantes que falem com os moradores locais porque serão bem recebidos. Cartazes em inglês, espanhol, francês e japonês espalhados pelos bairros, em pontos de ônibus e aeroportos trazem os moradores famosos dando dicas sobre lugares a visitar e telefones para informações.
