Livro mostra confissões inéditas de Frida após perder seu bebê

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Agência EFE

MÉXICO - As dilaceradoras confissões de Frida Kahlo (1907-1954) a seu médico, após perder o filho que esperava, estão num livro que será publicado dia 15 de agosto, reunindo cartas inéditas da pintora mexicana.

- Ela se sentia muito desanimada porque queria ter um Dieguito, mas não conseguiu - explicou hoje à Efe Isabel Grañén. Ela participou da catalogação e restauração do material achado na casa da artista, mulher do muralista Diego Rivera (1886-1057).

- Querido doutorzinho: Frida Kahlo e Leo Eloesser, correspondência - mostra as mensagens que os dois se escreveram entre 1932 e 1951. As cartas permaneceram ocultas por cinco décadas.

A correspondência estava guardada com muitos outros objetos pessoais da artista que permaneceram trancados na Casa Azul de Coyoacán, onde Frida vivia.

O acervo de 22 mil objetos só foi aberto em 2002. As cartas narram alguns dos momentos mais difíceis da pintora. Elas mostram, por exemplo, o breve desenvolvimento da gravidez de Kahlo, que terminou em aborto, provocando um profundo sofrimento.

Ao longo de sua vida, a saúde de Kahlo se viu também afetada por um acidente que a levou a salas de cirurgia mais de 30 vezes e pela amputação de parte de uma perna, já no fim de seus dias.

Foi por causa de sua hospitalização com fortes dores na perna que a pintora conheceu o cirurgião Leo Eloesser, em San Francisco (Estados Unidos).

- Frida via o médico como um confidente e sua correspondência sempre começava com 'Querido doutorzinho', daí o título do livro - disse Grañén.