Museu de Arte Moderna abre seis novas exposições

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Agência JB

PETER BARCELOS - O Museu de Arte Moderna abre no próximo dia 26, uma série com seis exposições individuais de artistas com bases fundamentalmente distintas. Com curadoria de Fernando Cocchiarale e Franz Manata, Roma Drumond, Caetano de Almeida, Ana Linnemann, Eduardo Coimbra, além das espanholas Isabel Muñoz e Maribel Doménech, sob a supervisão de Amador Griño, levam ao espaço, no aterro do Flamengo, desde experiências eletrônicas, passando pela fotografia, até desenhos baseados em pensamentos de Michel Foucault.

'Borda', de Caetano de Almeida, é o nome da exposição que leva ao MAM 40 desenhos inéditos, produzidos entre 2006 e 2007, feitos em diversas técnicas sobre papel. A individual parte de considerações da psicanálise lacaniana e de pensamentos de Foucault. Por meio da exposição, o artista mostra que continua interessado nos valores centrais da arte antiga e em explorar padrões variados.

Ana Linnemann, assina a mostra 'Bead Beat'. Trata-se de vinte e dois cordões de pérolas chicoteiam simultaneamente os vidros do Foyer, sugerindo uma pequena peça sinfônica. A instalação enfatiza as características de delicadeza e agressividade, movimentação e sonoridade presentes na obra.

Um plano de grama viva, que ocupa grande parte do MAM, é o cerne do trabalho de Eduardo Coimbra, em 'Natureza da paisagem', que deixa vãos e trilhas para o deslocamento dos espectadores. Elementos escultóricos posicionados em vários pontos da instalação relacionam a paisagem, o espaço arquitetônico e a presença do espectador

Já a artista plástica carioca Roma Drumond apresentada dezoito colunas confeccionadas em madeira, forradas em tela e pintadas em acrílica. A exposição será acompanhada de um catálogo de 40 páginas, com textos de Paulo Sergio Duarte, Frederico Morais e Ruy Sampaio.

A fotógrafa espanhola Isabel Muñoz traz ao Brasil a mostra 'A pele dos filhos de Gea', que sua paixão pelo corpo, pelo movimento e pela dimensão plástica. Este projeto conta com 50 trabalhos fotográficos selecionados sobre as tatuagens, pinturas corporais e outras marcas físicas dos povos da Etiópia.

Outra artista da Espanha a trazer sua produção ao Rio de Janeiro é Maribel Doménech. Seu trabalho analisa o vestido como envoltório do corpo. A ocultação, o som, a luz, a introspecção e o espaço ao redor do corpo são temas fundamentais da sua obra, que passeia por técnicas e elementos energéticos.