Hergé, criador de Tintin, pode ter morrido de AIDS

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Agência ANSA

BRUXELAS - O desenhista belga Hergé, criador do célebre personagem Tintin, falecido em 1983, pode ter morrido de Aids. Essa informação foi revelada pelo seu biógrafo, Philippe Goddin, durante uma entrevista ao jornal Le Soir, em ocasião das comemorações do centenário de nascimento de Hergé.

- Durante os últimos anos de sua vida, Hergé teve de se submeter a numerosas transfusões de sangue que, na época, eram feitas sem nenhuma precaução. O vírus HIV já começava a se espalhar, mas ainda não era identificado no sangue e assim pode ter facilitado o surgimento de leucemia - conta Goddin, que publicará uma biografia de 700 páginas sobre o desenhista.

- Hergé começou a ser vítima de infecções repetidamente, como gripe, bronquite e doenças de pulmão, depois das transfusões de sangue feitas assim que descobriram que sofria de uma rara doença congênita - afirma o biógrafo.

Devido ao centenário de seu nascimento, a Bélgica dedica ao desenhista uma série de eventos: uma mostra de cem fotografias que retratam Hergé em todos os momentos da sua carreira; uma retrospectiva dos outros personagens criados pelo cartunista; e o mercado de pulgas de Tintin.

Ontem foi colocada a primeira pedra do novo Museu Hergé em Louvain-la-Neuve, a 25 quilômetros de Bruxelas. O projeto de 15 milhões de euros ficará pronto em 2009.