Grupos de consumidores da Itália tentam barrar show de Streisand
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ROMA - Barbra Streisand ainda pode ser lembrada por seu papel no filme de 1968 'Funny Girl- A Garota Genial', pelo qual ganhou o Oscar de melhor atriz, mas grupos italianos de defesa do consumidor não acharam nada 'genial' o preço a ser cobrado pelo show dela em Roma, marcado para o próximo mês.
Os grupos Codacons e Adusbef pediram à Prefeitura de Roma e ao Comitê Olímpico Italiano que neguem permissão para a cantora usar o Estádio Flaminio no dia 16 de junho porque, segundo afirmam, o preço dos ingressos é exorbitante.
Em um comunicado de palavras duras, os grupos de defesa do consumidor afirmaram que os preços dos ingressos, que variam de 150 euros (295,4 dólares) a 900 euros (1.210 dólares), eram 'absurdos e vergonhosos'.
Segundo esse comunicado, o estádio é parte do patrimônio público e, por isso, - não pode ser usado para contratos que são imorais e que provocam vergonha em um país civilizado-.
Para se ter uma idéia, os melhores lugares do teatro de ópera La Scala, em Milão, saem por cerca de 200 euros (269 dólares).
Em sua turnê pela Europa, a cantora e atriz de 65 anos pretende subir ao palco acompanhada de uma orquestra de 58 integrantes.
O estádio italiano, que é de propriedade do município e administrado pelo Comitê Olímpico Italiano, possui capacidade para 25 mil espectadores.
Os organizadores do show de Streisand não puderam ser encontrados para se manifestar sobre o caso.
