Documentários de Moore e Di Caprio são golpes em Bush
Agência ANSA
HAVANA - Os recentes documentários de Michael Moore e Leonardo Di Caprio exibidos no Festival de Cannes - o primeiro, uma crítica ao sistema de saúde dos EUA; o segundo, um alerta pela preservação do meio ambiente - foram um golpe "one-two" no presidente norte-americano George Bush, publicou hoje a imprensa cubana.
- No boxe, dar um soco one-two (um-dois) é bater com a esquerda e imediatamente bater cruzado com a direita no adversário, e exatamente isso acaba de acontecer no Festival de Cannes com os documentários - escreve em sua seção cultural o jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano.
"A Hora 11: Consuma Menos, Viva Mais", produzido pelo ator blockbuster e ecologista ativo Leonardo Di Caprio, é um apelo em favor do meio ambiente e contra o aquecimento global.
"Sicko", o documentário de Moore - diretor que ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 2004 por "Fahrenheit 9/11" - é uma crítica feroz ao sistema de saúde dos EUA. Moore compara com os EUA os sistemas de saúde da Grã-Bretanha, da França e de Cuba, onde a cobertura médica é universal.
Pelo documentário, Moore sofre um processo do Departamento do Tesouro por conta de uma suposta violação ao embargo norte-americano a Cuba. O diretor viajou à ilha em março com uma dezena de trabalhadores de serviços de emergência que participaram do resgate no atentado de 11/09, e que receberam cuidados médicos em Cuba.
- O filme de Moore foi ovacionado e várias vezes interrompido com aplausos durante a projeção. 'Sicko', que também arremete contra a indústria farmacêutica norte-americana, revela histórias dos EUA que parecem fazer parte de uma fantasia do horror - comentou o Granma sobre o documentário, que chega aos cinemas norte-americanos no dia 29 de junho.
- Os dias por vir, não seria desatinado pensá-lo, farão com que outras coisas aconteçam com este filme - anunciou o jornal.
