Governo dos EUA investiga viagem de Moore a Cuba
Agência EFE
LOS ANGELES - Uma viagem a Cuba do cineasta Michael Moore para filmar seu novo documentário 'SICKO' lhe valeu uma investigação do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Segundo uma carta enviada pelo departamento no dia 2 de maio e reproduzida no site do diretor (www.michaelmoore.com), o Governo americano nunca lhe deu a permissão para romper o embargo que existe contra Cuba.
O documento assinado por Dale Thompson, chefe do Escritório do Controle de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro, ameaça o realizador a ter que dar uma série de informações sobre a viagem que realizou a Cuba em fevereiro.
- As violações a estas normas podem levar a uma admoestação civil e/ou criminal - diz a carta.
Moore oferece sua resposta a esta investigação no mesmo site com um breve comunicado assinado pela produtora de 'SICKO', Meghan O'Hara.
- Os esforços do Governo Bush para realizar uma investigação politicamente motivada contra Michael Moore e o 'SICKO' não nos deterão na hora de assegurar ao povo americano ver o filme - declarou.
O 'SICKO' se concentra nas deficiências do sistema de Saúde nos Estados Unidos.
Na viagem que motivou a carta do Departamento do Tesouro Moore esteve acompanhando de várias pessoas que estão doentes desde que trabalharam nos trabalhos de resgate após os atentados de 11 de Setembro de 2001 e que foram para Cuba para receberem tratamentos por médicos deste país.
Trata-se do primeiro documentário de Moore após 'Fahrenheit 11 de Setembro', um ataque frontal ao Governo Bush e sua reação ao ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001 que lhe valeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2004.
A estréia mundial de 'SICKO' está prevista para o dia 19 de maio durante a próxima edição do Festival Internacional de Cannes e sua estréia nas telas americanas está programada para 29 de junho.
