Último álbum da jazzista americana Jane Monheit traz bossa nova
Agência EFE
LONDRES - Com sete anos de carreira e seis álbuns, a jovem cantora americana de jazz Jane Monheit demonstra sua paixão pelo Brasil em seu último trabalho, 'Surrender', no qual se cercou de músicos brasileiros.
- Sempre escutei álbuns de música brasileira e, como meus artistas favoritos cantam em português, tive que me interessar pelo idioma - afirmou Monheit à Efe, antes de uma apresentação em Londres.
Em seu último trabalho, Monheit se atreve a cantar em português, "uma língua realmente bonita e muito divertida para cantar'.
- O português muda totalmente a forma com a qual se chega ao público. Rompe todas as regras que se supõe que devemos seguir ao cantar em inglês. É muito interessante experimentar isso - comenta a artista, de 29 anos, que foi indicada duas vezes ao Grammy.
Apesar de ter nascido em Nova York e estudado na Escola de Música de Manhattan, Monheit veio buscar inspiração na bossa nova para seu último trabalho.
A cantora se cercou de músicos como Ivan Lins, Sergio Mendes e o argentino Jorge Calandrelli para oferecer a seus fãs músicas como "Rio de Maio' e 'Caminhos Cruzados'.
Com esta destacada presença do português, a artista também não descarta experimentar, algum dia, cantar em espanhol, 'talvez com um lindo bolero'.
- Meus países preferidos para me apresentar seriam Brasil e Japão. Estão empatados no primeiro lugar, por diferentes razões. No Brasil há um público muito vivo que adora dançar. No Japão existe uma audiência muito respeitosa que gosta de escutar e apreciar cada nota - explica.
Monheit confessa se sentir 'orgulhosa' quando especialistas em música a comparam com a americana Ela Fitzgerald, sua 'heroína' quando era menina.
Com mais de 500 mil discos vendidos, Monheit se sente à vontade em um mundo cujos profissionais têm uma média de idade muito acima da sua.
- Eu gosto de trabalhar neste mundo de adultos. Encontrei um lugar neste negócio onde me sinto muito à vontade e feliz - afirma.
