Carnaval como ele é

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Alice Mello, Agência JB

RIO - O longa de Monique Gardenberg surpreende de muitas formas e pode causar estranhamento à promeira vista para quem espera uma simples comédia.

Com o roteiro adaptado da peça montada pelo Bando de Teatro Olodum em Salvador, 'Ó pai, ó' tem elementos do gênero mas, ao mesmo tempo, sensibilidade de um drama. Parece confuso, mas não é. Se algo define este filme, é a idéia de que não é o que aparenta ser.

A história se passa no Pelourinho, último dia de carnaval e retrata a diversidade brasileira sem apelar para o óbvio. Monique consegue monstrar um brasileiro que não se deixa abalar e que consegue rir da própria desgraça.

A música é importante em 'Ó pai, ó'. A trilha foi composta por Caetano Veloso e Davi Moraes e é interpretada pelo candidato a cantor Lázaro ramos, personagem do filme. O longa monstra uma nova forma de retratar os brasileiros, entretendo e divertindo. Mostra que dá para fazer cinema comercial de qualidade e ainda pensar.