Mostra "Cinema de assalto, no CCBB"
Peter Barcelos, Agência JB
RIO - Que tema poderia unir filmes de Woody Allen e de Rogério Sganzerla numa mesma mostra? Assalto. A produção de "cinema de assalto"; nome do festival que se inicia amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil e, reune títulos de mais 18 diretores que trabalham o segmento. Entre os longas exibidos estão Trapaceiros (Small time crooks, EUA/2000) e o Bandido da luz vermelha (BRA/1968).
Com curadoria do crítico de cinema e professor Daniel Caetano, o evento contará com 23 longas produzidos desde a década de 50 até 2006, que serão exibidos nas salas de cinema e de vídeo do CCBB até dia 21 de janeiro.
Em meio aos filmes escolhidos, constam obras de diretores consagrados como O grande golpe, de Stanley Kubrick; Carmen, de Jean-Luc Godard; Onze homenes e um segredo, de Steven Sondemberg; Cães de aluguel, de Quentin Tarantino; Círculo vermelho, de Jean-Pierre Melville; Ladrões de casaca, Alfred Hitchcock e Plano perfeito, de Spike Lee, e os brasileiros Na boca da noite, de Walter Lima Jr. e Assalto ao trem pagador, de Roberto Farias.
Optamos fazer no CCBB propositalmente. Por se tratar de uma instituição que leva o nome de um banco, quisemos fazer uma brincadeira provocativa, já que grandes cenas de alguns dos filmes são ambientalizadas em casas bancárias, sendo assaltadas, é claro conta Raphael Mesquita, produtor do evento.
Em sua primeira edição, a mostra Cinema de assalto tem o objetivo de repensar o assalto como gênero cinematográfico.
Decidimos montar o festival a fim de trabalhar a temática do "cinema de assalto", em diferentes épocas. Os filmes são todos dos anos 50 para cá, porque é a partir daí que o gênero de consolida de fato explica Raphael.
