Show de jazz na Lagoa em memória de Victor Assis Brasil

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Agência JB

SÃO PAULO - Compositor, instrumentista e um dos nomes mais respeitados na história da música do nosso país, o saxofonista Victor Assis Brasil receberá uma bela homenagem no próximo domingo, na Lagoa, Zona Sul do Rio.

A festa começa às 17 horas, reunindo um time de primeira no palco montado no Espaço Victor Assis Brasil (antigo Parque dos Patins). É o 1º Festival In Jazz, idealizado por seu irmão, o produtor musical Paulo Assis Brasil. A entrada é franca.

Entre os artistas que já confirmaram a participação no evento, estão nomes como o pianista João Carlos Assis Brasil, irmão gêmeo do homenageado, Luiz Avellar e José Staneck, Nosso Trio, formado por Nelson Faria, Ney Conceição e Kiko Freitas, além de Scott Feiner, João Castilho, Guto Wirtti e Marcelo Martins. A iniciativa tem apoio da Subsecretaria de Eventos da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Músicos.

Carreira vitoriosa e um mestre do jazz, Victor Assis Brasil nasceu em 28 de agosto de 1945, cinco minutos depois de seu irmão João Carlos. Ganhou o primeiro saxofone aos 17 anos, tendo como mestre Paulo Moura. Participou de memoráveis jam sessions do Little Club, no antigo Beco das Garrafas. Foi considerado o melhor solista do Festival de Jazz de Berlim.

Em 1966, gravou o seu primeiro disco, "Desenhos", hoje uma peça dos colecionadores.

Nesse trabalho, integrava um quarteto que contava com os nomes lendários de Tenório Júnior, piano; Edson Lobo, contrabaixo; e ainda Chico Batera, na bateria. Além de exímio músico, Victor tinha uma técnica invejável e seus improvisos tornaram-se inesquecíveis. Sem falar das influências dos mestres John Coltrane e Phill Woods.

Graças a uma bolsa na prestigiosa Berklee School of Music, em Boston, Victor permaneceu cinco anos nos Estados Unidos, onde estudou composição e arranjo. De volta, em 1973, já era um músico conhecido, mais no exterior do que em seu próprio país.

Victor Assis Brasil morreu precocemente em abril de 1981, aos 35 anos, contribuindo para a formação de uma nova geração de instrumentistas brasileiros, como Mauro Senise, Márcio Montarroyos, Cláudio Roditi, Nivaldo Ornellas e Hélio Delmiro.