Leilão de arte asiática da Christie's bate recorde de vendas

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Reuters

HONG KONG - A mais famosa casa de leilões, Christie's, disse ter arrecadado um valor recorde de 1,64 bilhão de dólares de Hong Kong (210 milhões de dólares) nas vendas de outono em Hong Kong, na semana passada, em sua melhor série de leilões na Ásia na história.

- Outra série recordista de vendas da Christie's de Hong Kong mostrou uma demanda crescente na Ásia por obras de arte da mais alta qualidade, disse o presidente-executivo Edward Dolman sobre os cinco dias de venda de arte, jóias e relógios asiáticos.

O recorde anterior havia sido estabelecido em maio, quando as vendas de primavera da Christie's atingiram 1,2 bilhão de dólares de Hong Kong (cerca de 153 milhões de dólares).

Mercados de ações asiáticos em alta e uma economia global robusta estão ajudando a alimentar a demanda por todas as categorias de arte na Ásia. Cerca de 522,9 milhões de dólares de Hong Kong foram investidos em arte chinesa contemporânea e do século 20.

Itens notáveis que se destacaram no leilão incluíam uma rara pintura a óleo do famoso artista chinês Xu Beihong, 'Escravo e Leão', que foi vendida por 53,9 milhões de dólares de Hong Kong (sete milhões de dólares), cravando o recorde mundial em leilões para qualquer tela a óleo asiática.

Outro quadro - 'Praça Tiananmen' (Praça da Paz Celestial), de Zhang Xiaogang - alcançou seu patamar anterior ao leilão, sendo vendido por 18 milhões de dólares de Hong Kong. Este foi um recorde mundial por uma pintura chinesa contemporânea e solidificou a fama de Zhang como um dos principais artistas atuais da China.

Uma tigela branca da dinastia imperial Qing, que já pertenceu à socialite norte-americana Barbara Hutton, foi vendida por 151,3 milhões de dólares de Hong Kong, o que a tornou o mais caro objeto de arte a ser leiloado na Ásia.

Enquanto os especialistas da Christie's continuam otimistas ao avaliarem a arte asiática, os preços astronômicos de algumas obras deixaram cautelosos alguns peritos do mercado.

- Acho que é muito caro. Não acho que os preços que eles aceitam pagar realmente valham a pena, disse Tuyet Nguyet, editora da revista 'Arts of Asia', que escreve sobre as tendências das artes na Ásia há mais de 30 anos.

- Estou muito apreensiva, e muitos amigos meus também estão, porque o mercado dá saltos sem qualquer mérito verdadeiro... Algumas dessas obras de vanguarda são pura especulação, acrescentou ela