Eduardo Braga apresenta seu jazz com toque mineiro no feriadão

Por

Eduardo Braga

O feriado de Corpus Christi está chegado e uma boa pedida é mergulhar na diversidade sonora da música mineira com um tiquinho de jazz. Na esteira do sucesso do espetáculo Para Lennon & McCartney - os Beatles e o Clube da Esquina (cuja direção musical leva sua assinatura), Eduardo Braga solta a voz nas estradas e leva ao Vizinha 123 o espetáculo Jazzin’ Minas, em apresentação única, nesta quinta-feira, 20 de junho, às 21h30. 

Acompanhado por um trio de instrumentistas tarimbados, Braga celebra e explora a interseção do repertório do Clube da Esquina com o jazz, privilegiando a liberdade de estilo e os arranjos com improvisos e dando outra dimensão a clássicos do cancioneiro popular mineiro, sobretudo por incorporar outras linguagens musicais. O espetáculo teve uma primeira versão há dois anos, mas o músico considera que agora alcançou a formação ideal da banda com quem divide o palco. 

E o show vem passando pelas casas mais prestigiadas do ramo como o Blue Note Rio com ótima aceitação e aclamação de público e compôs recentemente uma sequência de espetáculos destacando o célebre movimento mineiro dos anos 70 e 80, como parte das comemorações dos 85 anos do Teatro Rival Petrobras. 

A influência do jazz na obra de Milton Nascimento é o ponto de partida do repertório. "Eu não inventei essa pegada jazz nas canções do Milton. Algumas de suas parcerias com Wagner Tiso já trilham essa caminho. Decidi explorar um pouco desse universo", explica Eduardo Braga. A canções emblemáticas como Tarde e Vera Cruz (parcerias com Márcio Borges) somam-se faixas menos conhecidas de autoria de Bituca como Vidro e Corte e Novena (também com Márcio Borges) e sucessos do Clube da Esquina como Sonho Real e Trem Azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos), Nascente (Flavio Venturini e Murilo Antes), Fazenda (Nelson Ângelo) e Amor de Índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos). 

E se mineirice flerta escancaradamente com o jazz, a obra de Toninho Horta não pode ficar de fora. Criações do compositor e instrumentista de renome mundial, como Beijo Partido, assim como parcerias como Diana (com Fernando Brant), ganham leituras intensas no espetáculo. 

Confira a versão que Eduardo Braga concebeu para Nada Será Como Antes (Milton e Lô Borges) clicando no link https://youtu.be/7yvPw_hC9lM

Idealizador, diretor e arranjador do espetáculo, Eduardo Braga é cirúrgico na escolha de seus companheiros de palco. “São músicos com contribuição expressiva não apenas na MPB, mas na cena jazzística, apresentando-se ao redor do mundo”, justifica o artista, ao referir-se a André Santos (contrabaixo), João Braga (piano) e Clauton Sales, que executa um impressionante mix de bateria com trompete: os dois instrumentos são tocados ao mesmo tempo. “Estou com o que considero a formação ideal para o projeto. O Clauton trouxe um componente que nunca tinha tido antes. É um autêntico jazzman”, elogia. 

Influência marcante da geração mineira 

O cantor, produtor, instrumentista, compositor e promoter carioca Eduardo Braga é profundamente influenciado pelo Clube da Esquina tendo dividido palco com vários expoentes do movimento - entre eles Toninho Horta, Marcio e Telo Borges, Wagner Tiso, Luiz Alves, Robertinho Silva, Yuri Poppof e Lena Horta, entre outros. Além do Jazzin’ Minas também dirige e estrela o Clube do Godofredo, uma celebração cover do cancioneiro mineiro e uma referência explícita ao patriarca da família Guedes. 

Tendo iniciado a carreira em 1982 tocando choro em São Paulo, Eduardo é fenômeno mundial no Spotify por suas gravações de bossa nova e easy-listening pela Albatroz, selo de Roberto Menescal, pelo qual lançou em 2005 e 2014 seus álbuns solo Pós-Acústico e Songs that I Love. Integrou a primeira formação do Equale, como solista e arranjador, e o Vox 4, cujo CD de estreia foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira em 1995. Pela Biscoito Fino, em 2004, coproduziu MPB A Cappella do grupo BR6, vencedor de duas categorias do Prêmio CARA’s nos EUA e indicado duas vezes ao Prêmio Visa. 

Como promoter, Eduardo detém o prêmio de Melhor Programação Musical da Veja Rio pelo seu trabalho no extinto bar Godofredo. Eclético, desenvolve ainda o projeto autoral Clube Novo junto a novas gerações de compositores ligados à música mineira, entre eles Balla, José Roberto Borges e Guilherme Imia, e o BitterSweet Nite, com releituras de cantores-compositores de soft rock das décadas de 60 e 70. E ainda trabalha no lançamento do CD Pós-Acústico 2 pelo selo Athanor de Alexandre Lemos. 

Serviço

Show: Eduardo Braga em “Jazzin’ Minas”

Data: 20 de junho de 2019

Horário: 21h30

Local: Rua Henrique de Novais, 123, Botafogo

Ingresso: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia e Lista Amiga)

Ingressos on-line: www.sympla.com.br

Duração: 110 minutos

Classificação indicativa: Livre

Capacidade: 110 Lugares