Nova casa do Leblon se inspira no churrasco do Sul dos Estados Unidos e inova com cortes defumados no próprio local e bar de bourbons

Por Mônica Loureiro

Cheesecake, clássica sobremesa americana

Antes de inaugurar qualquer casa, Leonardo Rezende e Gustavo Gill, sócios do grupo 14Zero3, fazem questão de viajar para conhecer a culinária local, a música e a ambientação para compor o novo empreendimento. É do Sul dos Estados Unidos que vem a inspiração do Heat Firehouse, restaurante de carnes do Leblon que traz duas atrações inéditas no Rio: cortes de carne defumados no próprio local e um bar de bourbon. "Isso virou regra: sempre que vamos abrir uma casa, viajamos para pesquisar. Precisamos entender o cheiro, o gosto e a decoração", diz o chef-executivo Elia Schramm, que, no ano passado, acompanhou Leonardo a cidades como Dallas, Nashville e Memphis.

Nascido em Genebra e morando no Brasil desde 1990, Elia é o responsável pelo Heat e mais cinco restaurantes do grupo - em breve seis, pois em março abrirá o italiano Posi, em Ipanema. Depois de passar pelas cozinhas de Roland Villard e Damien Montecer, suas principais influências, ele passou uma temporada na França, voltou, abocanhou uma estrela Michelin para o La Guiole e, em meados de 2017, aceitou a proposta de ficar à frente da expansão do grupo 14Zero3. "Na época, tentei abrir meu restaurante, mas não consegui. Então, topei esse novo desafio", explica.

Depois de renovar o Pici Trattoria e o Brasserie Mimolette, abrir o Luce Cucina e Carbone, o Oia e o L'Atelier Mimolette, o chef se dedica desde dezembro com mais afinco à nova casa.

No ambiente decorado com móveis de madeira, tijolos aparentes e confortáveis sofás, ecoa uma trilha sonora irretocável de rock e indie. Nas mesas, percebe-se o cuidado com a delicadeza de louças e talheres. No cardápio, estão entradas como nachos (R$ 45) e croquetes de carne de porco (R$ 25), sanduíches, saladas, carnes, acompanhamentos e numerosas bebidas. "A proposta é apresentar um churrasco com alma americana e corpo brasileiro", define Elia. Além das opções defumadas na casa - "Nossa impressão digital", destaca o chef - como o Brontossaurs, costela bovina dianteira de 1,2 kg para três ou mais pessoas (R$ 190); o Brisket, peito de boi (R$ 48); e o Pulledpork, carne de porco defumada por 16h desfiada (R$ 38); há cortes grelhados como o NY Stripe, 350g de bife de chorizo (R$ 75); Ribeye, 350g de bife Angus (R$ 83); e Picanha de 1,2kg para três pessoas (R$ 198). "Temos os nachos, uma especialidade do Texas, o pão de alho diferente, estilo pão de leite, e as sobremesas tipicamente americanas, como Cheesecake, Banana Pudding e milkshakes. Mas o carioca é conservador quando o assunto é churrasco, então, precisamos ter uma picanha fatiada e uma farofa de ovos. Só não tem molho à campanha, me respeite!", brinca Elia.

Entre os acompanhamentos, além da pedaçuda farofa de ovos, fazem sucesso a Beets&Honey, salada de beterraba assada, mel de bourbon com laranja, sour cream, anetho e noz-pecã tostada (R$ 24); a Coleslaw, salada de repolho típica americana (R$ 20); arroz Biro-biro (R$ 20); e o palmito pupunha na brasa (R$ 25).

Outra novidade da casa é o bar com uma seleção de 19 opções de bourbons, como Buffalo Trace, Elijah Craig e Jefferson's. A carta assinada pelo mixologista Marcelo Emídio tem 12 drinques autorais, como o Bourbon Love Potion, à base de Jack Daniels e morangos (R$ 31); Aloha Spirit, combinação de rum, gin infusionado com abacaxi, bitter de grapefruit e tônica (R$ 29); e o Mist Moonshine, com base old fashioned, blend de vermutes, umbu, cítricos e bitter (R$ 31). Outra exclusividade são os drinques para acompanhar os cortes mais nobres, como o Papa Johnny (bourbon, Punt e Mes, tônica, laranja bahia e creme de cerveja) e o Big Bill (bourbon, consumê de porco, limão siciliano, sal de páprica, suco de tomate e presunto de parma), a R$ 31.