Jogos reciclados: confira a crítica de 'Escape room'
Em tempos sem muita originalidade, a solução é reciclar ideias no cinema. É o caso de "Escape room", do diretor Adam Robitel, produção que remete à série "Jogos mortais" (mas sem a mesma violência sádica) e ao filme "Cubo", e com a inserção de um tema atual, no caso, o entretenimento que reúne grupos em uma sala fechada que apresenta vários desafios e mistérios. Seis personagens recebem um convite para participar de um jogo que oferece uma premiação em dinheiro. Em pouco tempo, eles descobrem que enfrentam algo muito real e que correm perigo verdadeiro de morrer. A dinâmica inicial desperta interesse. Um dos jogadores explica as regras das escape rooms aos parceiros e ao público, o grupo procura se fortalecer trabalhando em conjunto para resolver pistas e sair dos perigosos ambientes que vão se apresentando, e existe ainda o mistério maior de descobrir quem os colocou nessa situação.
O clima de tensão é crescente, mas, a partir de determinado ponto, a boa condução da história é perdida, sendo criado um caminho forçado para garantir a continuação do filme como franquia e desperdiçando uma trama que poderia ter um desfecho muito mais interessante.
*Jornalista
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ESCAPE ROOM: ** (Regular)
Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom
