Pollock do MAM é arrematado

Casa de leilões nova-iorquina confirmou a venda da tela "Número 16"

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Tela "Nº 16" saiu por US$ 13 milhões

Avaliada inicialmente em US$ 25 milhões, a tela "Number 16", de Jason Pollock (1912-1956), que seria leiloada para aplacar a crise vivida pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro foi vendida pela casa de leilões Phillips por US$ 13 milhões, segundo fontes não oficiais.

Em crise, o Museu de Arte Moderna anunciou, em maio do ano passado, que venderia a tela de Pollock, que pertencia ao seu acervo e estava avaliada em US$ 25 milhões. A iniciativa gerou protestos no mundo das artes, mas, mesmo assim, um leilão foi realizado em novembro em Nova York. Foram seis lances e o maior deles, de US$ 15,7 milhões, ficou aquém do mínimo pedido, de US$ 18 milhões.

A casa de leilões confirmou ontem a venda da obra de Pollock, de 1950, para um colecionador particular, através de comunicado. Os valores não foram revelados, mas comenta-se que ela teria sido negociada por US$ 13 milhões - pouco mais da metade da avaliação inicial. A Phillips sinalizou somente que a negociação foi realizada por "um valor comparável a outras obras desta série".

Eis a íntegra da nota da Phillips:

"Temos o prazer de anunciar que a Phillips vendeu o 'Nº 16', de Jackson Pollock, em nome do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em uma transação particular. Ficamos gratos pela oportunidade de vender esta obra-prima, doada por Nelson Rockefeller ao museu há quase 70 anos.

A venda, efetuada por um valor comparável a outras obras desta série, vai permitir ao museu continuar sua missão de preservar suas 16 mil obras e ampliar sua coleção de arte moderna e contemporânea brasileira."

Pollock foi uma das principais referências do movimento expressionismo abstrato. Nascido em Cody, Wyoming, em 28 de janeiro de 1912, morreu em 11 de agosto de 1956. Pollock desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o "gotejamento", respingando a tinta sobre suas telas. Pintava com a tela no chão, e não utilizava cavaletes, para se sentir dentro do quadro. (Com Agência Estado)