Monitorar os níveis de glicose diariamente é a melhor forma de controlar o diabetes
Ainda que o automonitoramento seja essencial para entender os efeitos da doença no organismo e assim tomar medidas que evitem as complicações, apenas 38,5% dos pacientes com diabetes tipo 2 têm esse hábito.
Entender o diabetes é o primeiro passo para conviver bem com a doença. E para isso, é fundamental compreender como ela afeta o organismo. O monitoramento diário dos níveis de glicose no sangue é a melhor ferramenta para medir esse impacto. Isso porque se esses níveis estão fora do intervalo recomendado pelo seu médico, com grandes oscilações, significa que a doença não está bem controlada e com o tempo podem ocorrer uma série de complicações, entre elas doenças cardiovasculares, renais, oculares e até mesmo amputações.
Quem tem diabetes tem de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto ou acidente vascular cerebral do que uma pessoa que não tenha a doença. Da mesma forma, 65% dos pacientes estão em risco de ter ou já têm algum grau de disfunção renal, condição que triplica o risco de eventos cardiovasculares. Além disso, o diabetes é a maior causa de falência renal em países desenvolvidos e é a maior responsável por grandes custos de diálise.As consequências incluem ainda disfunção sexual, problemas de circulação nos membros inferiores e alterações oculares. Estima-se que mais de 2,5 milhões de pessoas no mundo estão afetadas pela retinopatia diabética, a maior causa de perda de visão de adultos.
Uma das formas mais eficazes de conhecer e controlar a doença é o auto monitoramento dos níveis de glicose. Embora proporcione uma série de benefícios comprovados, a prática nem sempre é realizada da forma adequada. Uma revisão de estudos de países da América Latina descobriu que 74% dos pacientes tipo 1 e apenas 38,5% dos pacientes tipo 2 são usuários de medidor de glicemia.
Sem conhecer os efeitos da doença no corpo, 73% dos pacientes com diabetes tipo 2 não alcançam os níveis de glicemia recomendados. Em média, um terço deles deixa de seguir as orientações médicas um ano após o diagnóstico.
