EUA confirmam o 2º caso de ebola transmitido no país
Auxiliar de enfermagem também teve contato com "paciente zero"
As autoridades de saúde dos Estados Unidos (EUA) confirmaram nesta quarta-feira (15), o segundo caso de contaminação pelo vírus ebola dentro do país. Trata-se de um auxiliar de enfermagem, que assim como a enfermeira Nina Pham, confirmada com a doença no último dia 12, teve contato com o liberiano Thomas Duncan, chamado "paciente zero" nos EUA, morto pelo ebola no último dia 8, no hospital Texas Presbyterian Hospital. A identidade do paciente não foi revelada.
O segundo funcionário infectado com o ebola foi internado e isolado, logo após revelar os primeiros sinais de febre. As autoridades sanitárias dos EUA monitoram 48 pessoas que tiveram contato com Duncan.
Em meio ao mais novo caso de ebola nos EUA, o sindicato que representa os enfermeiros, acusou o hospital de Dallas de não adotar protocolo de segurança para a prevenção do ebola. Segundo a União Nacional dos Enfermeiros, diversos profissionais do hospital afirmaram que no dia em que Duncan foi internado no Texas Presbyterian, reinava um clima de confusão no local e poucas informações sobre como atuar naquela situação.
"Não houve preparação sobre o que fazer com o paciente, não houve protocolo, nem sistema", disse a diretora executiva do sindicato, RoseAnn DeMoro.
União Europeia - Uma reunião da União Europeia (UE) começará em Bruxelas nesta quinta-feira (16). O encontro, segundo informações, deve tratar sobre um novo esforço econômico para combater o ebola. Também devem ser tratadas novas medidas para evitar a entrada de possíveis pessoas infectadas com o vírus no continente europeu. O rastreamento de temperatura de passageiros de companhias aéreas que chegam na Europa vindos do continente africano deve ser um dos temas discutidos. Ações de conscientização sobre o vírus, nos aeroportos, também devem estar na pauta.
Itália - Nesta quarta-feira (15), no Palácio Chigi, em Roma, ocorre um encontro sobre prevenção do ebola. Devem estar presentes o premier Matteo Renzi e os ministros Federica Mogherini, Angelino Alfano, Beatrice Lorenzin e Roberta Pinotti.
Um alarme falso do vírus ebola ocorreu em Brescia. Após internação e exames, foi confirmado que um homem recém chegado da África estava com malária.
China - A China também está desenvolvendo medicamento para combater o vírus ebola. Segundo comunicado da empresa Shihian, ela conseguiu os direitos para desenvolver a medicação JK-05, desenvolvida pela Academia Chinesa de Ciência Militar chinesa. A empresa é a 15ª a apresentar bons resultados em testes para medicamentos contra o ebola. Até o momento, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou oito destas medicações como mais promissoras. (ANSA)
