Campinas registra dois casos suspeitos de contaminação por E.coli
O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira que estão sendo analisados dois casos suspeitos de infecção pela bactéria E.coli em Campinas, interior de São Paulo. Contudo, o órgão destacou que "não há risco de surtos no Brasil a partir destes casos".
Os dois pacientes estiveram na Europa e retornaram ao Brasil no dia 11 de junho, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. Os primeiros sintomas começaram a aparecer no dia 14. Elas passam bem e não estão internados.
A transmissão da E.Coli ocorre pelo consumo de alimentos contaminados crus ou mal cozidos ou pelo contágio via fecal-oral, quando alguém ingere água ou alimentos contaminados por micropartículas de fezes de pessoas infectadas ou quando uma pessoa leva à boca objetos contaminados. A infecção causa cólicas abdominais severas e forte diarreia, muitas vezes com sangue.
Não há, por enquanto, nenhuma restrição a viagens internacionais, mas o Ministério da Saúde recomenda que pessoas em viagem por países da Europa e pelos Estados Unidos não comam alimentos crus, principalmente vegetais e produtos de origem animal.
Aos profissionais de saúde, a recomendação é ficar alerta para casos suspeitos, principalmente em casos de pacientes que estiveram em viagens internacionais nos últimos 30 dias, sobretudo na Europa.
Origem descoberta
Brotos germinados foram identificados como o vetor da epidemia de diarreia hemorrágica que deixou 45 mortos na Europa, além de 3.836 contaminados. Segundo as análises, as pessoas que comeram esses brotos têm nove vezes mais possibilidades de sofrer com diarreias hemorrágicas e outros sinais de infecção pela bactéria Eceh.
Foram feitos inúmeros testes com brotos germinados, que, de fato, comprovaram a presença irrefutável da bactéria.
Casos também em carnes
Seis crianças hospitalizadas na França por uma infecção alimentar por bactérias E.Coli consumiram hamburgueres elaborados com carne procedente de Alemanha, Bélgica e Holanda, informaram fontes francesas.
As crianças, a mais nova com 20 meses, ingeriram hambúrgueres descongelados da marca francesa SEB, que indicou ter elaborado os produtos com carne de animais abatidos nos três países citados e processada na França.
De acordo com o diretor geral da SEB, Guy Lamorlette, a carne foi comprada de várias distribuidoras e será necessário esperar os resultados dos exames para descobrir qual está contaminada.
A empresa informou ter retirado os lotes suspeitos, da marca "Steak Country", do mercado.
As crianças internadas estão em estado grave, mas não preocupante, segundo as autoridades de Saúde de Lille, norte da França.
Com agências
