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Um milhão de soropositivos estão sob tratamento na África do Sul

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DRIEFONTEIN, África do Sul - A África do Sul, criticada há muito tempo pelo adiamento da luta contra a Aids, distribui hoje tratamento antirretroviral (ARV) a um milhão de soropositivos, o que representa o mais importante programa do tipo no mundo. "Mais de 200 mil pacientes foram colocados em tratamento com antirretrovirais desde abril, isso aumenta o total de pessoas sob cuidados para cerca de um milhão", declarou nesta quarta-feira o vice-presidente Kgalema Motlanthe por ocasião do Dia Mundial de Luta contra Aids.

Essa aceleração do programa foi possível graças ao aumento do número de instituições credenciadas para distribuir os ARV e à formação de mais enfermeiros, explicou durante uma cerimônia organizada na cidade de Driefontein (nordeste).

Por volta de 1,6 milhão de pessoas precisam de remédios contra o vírus HIV na África do Sul, já que o nível de suas células imunológicas atingiu um patamar muito baixo. As autoridades esperam colocar 80% destas pessoas em tratamento até o fim de 2011.

"É importante notar que, mesmo se nosso programa de tratamento continuar a expandir, a prevenção segue o pilar de nossa estratégia de combate", destacou o vice-presidente.

O chefe de Estado, Jacob Zuma, anunciou em abril um plano de ação para que 15 dos 48 milhões de sul-africanos se submetessem voluntariamente a um teste de detecção da Aids até junho de 2011.

Desde então, "4,68 milhões de pessoas fizeram o teste e cerca de 800 mil foram identificadas como portadoras do vírus", ou seja, um aumento de 500% da taxa de contágio em relação a 2009, anunciou Motlanthe.

A África do Sul, que possuiu um sexto dos portadores do vírus do mundo todo, o que quer dizer 5,6 milhões de soropositivos, sofreu há muito tempo com pontos de vista controversos do ex-presidente Thabo Mbeki (1999-2008) sobre a Aids. O ex-chefe de Estado havia colocado em dúvida a ligação entre o vírus HIV e o desenvolvimento da Aids. Sem estar convencido da importânica dos ARVs, seu governo encorajou por muito tempo um modo de vida saudável (principalmente rico em legumes) ao invés do uso de medicamentos.

Segundo um estudo da Universidade de Harvard publicado em 2009, 365 mil pessoas morreram entre 2000 e 2005 na África do Sul por não terem recebido medicamentos adequados.