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Projeto de inclusão digital para idosos e deficientes recebe prêmio internacional

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Brasília – O projeto Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital (STID), desenvolvido pela Fundação Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e financiado com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), foi um dos ganhadores do Prêmio Frida/eLAC 2010.

A premiação elege projetos de pesquisa ou inovação que tenham contribuído para o avanço da sociedade da informação na América Latina e no Caribe. O projeto STID foi premiado na categoria infraestrutura e acesso e recebeu também o prêmio ouro por ter sido escolhido como um dos destaques do Frida/eLAC 2010.

Executado de 2005 a 2009, o STID desenvolveu soluções voltadas para a inclusão digital de pessoas com dificuldades para interagir com o computador, como idosos, deficientes auditivos e visuais e, ainda, pessoas semianalfabetas e até analfabetas. O projeto recebeu R$ 24 milhões do Funttel.

Um dos resultados do projeto, que envolveu uma equipe de aproximadamente 60 pessoas, é um modelo de interação para interfacesweb com foco em serviços de governo eletrônico (e-gov). Além de interfaces inclusivas voltadas para o público-alvo, foram desenvolvidos dois serviços de governo eletrônico: o Inclua Saúde, que permite agendar consultas médicas por meio do computador ligado à internet, e o Previdência Fácil, com informações sobre aposentadoria.

Esses serviços foram instalados nos telecentros das cidades-teste e permitiram avaliar o processo de inclusão digital por meio de serviços de e-gov e interfaces inclusivas.