Empregado de linhas aéreas pode difundir H1N1, diz especialista
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WASHINGTON - Funcionários de companhias aéreas têm mais propensão que os passageiros a difundirem doenças como a gripe H1N1 nos aviões, e funcionários com baixos salários representam o maior risco, disse nesta quinta-feira um especialista do governo dos EUA.
Michael Bell, infectologista do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA, disse que comissários de bordo e outros funcionários que se movimentam dentro dos aviões podem deixar germes em várias superfícies, enquanto os passageiros doentes têm uma maior tendência a ficarem parados.
Funcionários com salários mais baixos, como faxineiros, tendem a representar um perigo maior porque, premidos pela necessidade, seriam mais resistentes a faltarem ao trabalho e terem o dia descontado.
Sanitaristas orientam as pessoas a não viajarem se estiverem doentes, para evitar o contágio, e também aconselham trabalhadores a ficarem em casa se forem contaminados.
- A forma como ajudamos os empregados a não serem fontes de transmissão é bastante complexa, porque existe tamanha variação entre os recursos que as pessoas têm - disse Bell, diretor-associado de controle de infecções do CDC. - Com os funcionários sob contratos (terceirizados) sendo de muitas formas uma parte maior da força de trabalho, fica complicado.
Há grande preocupação nos EUA com a difusão de infecções em aviões e aeroportos, já que o país se prepara para uma nova onda de difusão da dita "gripe suína" por causa da aproximação do outono boreal.
O Departamento de Segurança Doméstica aconselha as companhias aéreas a enfatizarem a higiene pessoal --especialmente lavar as mãos-- entre funcionários e passageiros, enquanto as autoridades aguardam a entrega dos primeiros lotes de vacinas contra o H1N1, neste mês.
As companhias aéreas têm filtros de ar capazes de conter agentes patogênicos e impedir que eles se espalhem pelo sistema de ventilação das aeronaves.
