Videogame em excesso pode fazer mal também para os adultos
Portal Terra
SÃO PAULO - Engana-se quem pensa que videogame é coisa de adolescente. Se antes as pesquisas sobre o impacto que as horas em frente ao monitor causam na saúde dos jogadores mais compulsivos se concentravam, exclusivamente, nos jovens, agora este cenário está mudando. Uma nova pesquisa publicada pelo American Journal of Preventive Medicine aponta que os adultos compõem parcela considerável destes jogadores.
O estudo analisou 562 pessoas entre os 19 e 90 anos que vivem na área de Seattle-Tacoma e, deste universo, 45,1% disseram jogar videogames regularmente. Nas mulheres, as principais causas detectadas pelo estudo foram níveis mais elevados de depressão e uma saúde geral mais debilitada - comparadas às que não jogam, evidentemente. Já os homens apresentam fundamentalmente índices de massa corpórea (IMC) mais elevados. Ainda segundo a pesquisa, 55,9% das pessoas que declararam jogar videogame com razoável frequência eram homens.
Embora este seja um dos primeiros estudos a analisar os efeitos negativos do excesso de jogos entre os adultos, seus resultados são ainda preliminares. Pioneiro, o estudo não pode ainda ser comparado às consistentes pesquisas do gênero feitas com adolescentes.
A idade média dos entusiastas adultos pesquisados foi de 35 anos e, segundo especialistas, entretanto, nem tudo é assim tão ruim. Jogos como o Wii Fit, que simulam esportes promovendo reais movimentos e desempenho de seus jogadores, podem ser melhor do que aqueles que colocam a pessoa estática em frente ao vídeo, ajudando no desenvolvimento da coordenação de mãos e olhos.
