Entrevista / Tomás O'Farrell - Nova rede social conquista brasileiros

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Carolina Leal , JB Online

RIO - Após a explosão de sites de relacionamento como Orkut, Myspace e Twitter, uma nova rede social, voltada para países de língua portuguesa e espanhola vem conquistando os brasileiros.

Criado em 2007, o Sonico vem apresentando crescimento acelerado em países da América do Sul e já atinge cerca de 35 milhões de usuários, sendo 7 milhões no Brasil. Os criadores apostam em recursos que permitem maior privacidade e segurança do usuário, além de espaço para bandas independentes. Em entrevista ao Jornal do Brasil, o sócio Tomás O'Farrell fala sobre aspectos da ferramenta, o crescimento no Brasil e a situação das redes sociais.

Por que a ideia de um serviço voltado à América Latina?

Somos da América Latina, o Sonico surgiu na Argentina. Acreditamos que a região apresenta um mercado fértil para as redes sociais, ainda mais por não ter uma voltada para região, de grande sucesso, como o Myspace é nos Estados Unidos. Cada ferramenta tem o seu perfil, mas podemos trazer um produto ainda melhor e voltado para necessidades dos usuários, como privacidade e segurança na Rede.

Com o crescimento das redes sociais, que acabam expondo a vida do usuário, há necessidade de privacidade, no sentido de poder escolher o que pode ser revelado e a quem?

Com certeza. Criar uma rede social é buscar entender as necessidades desses usuários e estudar o comportamento humano, o que não é tão fácil. Há necessidade de níveis e tipos de exposição diferentes nas redes sociais. Em relação à privacidade, O Sonico traz a possibilidade de se criar mais de um perfil, por exemplo, um profissional e um pessoal, de modo que sejam coisas distintas. Quanto à segurança, buscamos evitar o anonimato, perfis falsos. Queremos perfis de pessoas reais.

Além da possibilidade de criação de perfis diferentes e maior controle na segurança, o Sonico oferece um serviço de música voltado para bandas...

É a área que criamos para que bandas independentes possam mostrar seu trabalho na web e estar em contato com fãs. Nesse espaço, é possível acessar informações sobre músicas, vídeos, fotos e eventos, além de shows e lançamentos. Os artistas podem subir discos, recomendar outras bandas. Assim, sua banda passa a não ter não apenas uma comunidade, mas uma página.

Vocês estão agora com aproximadamente 35 milhões de usuários, sendo 7 milhões no Brasil. Como vê a popularidade das redes sociais no Brasil?

Tivemos um crescimento além do esperado no Brasil em pouco tempo, de modo que o país tem a maior concentração de usuários do Sonico. O segundo lugar fica com México, enquanto no terceiro está Colômbia. A Argentina, que é nosso país de origem e o primeiro a receber a rede, fica em quinto. O brasileiro gosta de partilhar, seja texto, fotos pessoais, vídeos engraçados, por e-mail, redes sociais, fotologs. No Brasil, parece haver o hábito de estar constantemente trocando informações, mais que em qualquer outro país.

Como vê o futuro das redes sociais?

Acredito que as redes sociais tendem a se renovar. Pode ser que o Sonico desapareça; os fotologs já perderam alguma popularidade, por exemplo. Mas outros tipos surgirão, com outros serviços, o que levará as pessoas a migrarem. Apostamos não só na rede social sustentada por anúncios, mas tentamos buscar outras formas de serviço, pensando nas necessidades dos usuários. Por exemplo, o usuário paga um valor e recebe o aviso do aniversário do amigo também por mensagem de celular e aí, já pode saber pelo Sonico as preferências musicais desse amigo e comprar, também pelo Sonico, um cd para presentar. A intenção é ampliar as possibilidades, integrando novos serviços de acordo com mercados de cada país.