Ações da Apple despencam 16% por temor com perspectivas

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REUTERS

WASHINGTON - As ações da Apple despencavam 16% na tarde desta quarta-feira, para seu pior nível em quatro meses, em meio à temores sobre as perspectivas da fabricante do iPod, embora muitos analistas de Wall Street acreditem que os papéis devam se recuperar.

As ações caíam US$ 25, para US$ 130 nas operações do Nasdaq, onde tinham o maior giro, depois que a Apple reportou na terça-feira que previa lucros trimestrais abaixo das estimativas de analistas.

O panorama mais fraco que o esperado apresentado pela empresa semeou receios de que os consumidores estavam cortando gastos e derrubaram todo o mercado, segundo operadores.

Analistas afirmam que a diretriz da Apple e seus temores prolongados sobre a crise de crédito deixavam os investidores desconfortáveis. Muitas empresas mudaram de opinião sobre a empresa após a divulgação dos resultados, incluindo a Caris, que reduziu sua recomendação para a Apple de "comprar" para "acima da média".

Outros estavam menos pessimistas, apontando o preço-alvo de mais de US$ 200, um pico somente obtido pela empresa em um curto período em dezembro.

O Citigroup reduziu seu preço-alvo de US$ 215 para US$ 212 enquanto que a RBC o diminuiu de US$ 215 para US$ 200. O analista do Bear Stearns, Andy Neff, cortou o preço-alvo para US$ 220. "Apesar de nossa preocupação continuar na potencial desaceleração do gasto do consumidor, vemos a fraqueza da ação no after-market como oportunidade de compra já que a Apple está à beira de um ciclo de produtos", afirmou Neff em nota aos clientes, referindo-se ao lançamento de novos produtos.

Ao baixar seu preço-alvo de US$ 220 para US$ 175, o analista do Goldman Sachs David Bailey afirma que a Apple precisará elevar as vendas do Mac e iPhones para compensar a redução nas vendas do iPod.

Ainda estimando que a ação da empresa atinja seu preço alvo até o final do ano, Bailey aponta que os papéis da empresa possuem múltiplos mais altos do que outras ações do setor.