Cientistas identificam quatro genes de propensão ao câncer de mama

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Agência EFE

MADRI - Um grupo internacional de cientistas identificou quatro genes que indicariam propensão ao câncer de mama, sendo o principal o FGFR2, que tem 3% de chances de causar a doença.

Assim afirmou Javier Benítez, diretor do Programa de Genética do Câncer Humano, do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO), e um dos pesquisadores envolvidos no projeto sobre câncer de mama, publicado no último número da revista 'Nature'.

Além do FGFR2, foram descobertos outros três genes de baixa suscetibilidade para o desenvolvimento do câncer - TNRC9, MAP3K1 e LSP1. Juntos, ele representam um risco inferior ao do primeiro, com níveis entre 1% e 2%, aproximadamente, disse Benítez.

Os quatro genes estão relacionados a um modelo poligênico de câncer, baseado em alterações de vários genes de baixo risco que têm que estar presentes em conjunto em uma pessoa para que esta desenvolva a doença.

De acordo com o especialista, esses genes são os causadores de 95% dos casos de câncer, enquanto os hereditários corresponderiam à porcentagem restante.

Nos casos de câncer associados a um modelo poligênico, cada um dos genes alterados sozinho representa um risco muito pequeno de desenvolver a doença.

Por isso, alguém com somente dois ou três desses genes não estaria exposto a praticamente nenhum risco.