Frutas exóticas conquistam mercado carioca
Agência JB
RIO - Abiu, kinkan, atemóia, e carambola. Frutas consideradas exóticas, para grande parte da população, têm caído cada vez mais no gosto do carioca. Um estudo desenvolvido com o apoio da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) constatou um aumento de 20%, ao ano, na comercialização desses produtos.
O agrônomo Alcílio Vieira passou 12 meses investigando a produtividade e os aspectos genéticos de frutas comercializadas no estado, na estação experimental de Macaé da Pesagro-Rio (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro).
Os resultados do estudo possibilitaram a criação do único Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de fruteiras silvestres, nativas e exóticas. A inovação tem contribuído aos pesquisadores de universidades, produtores de frutas, órgãos públicos e privados do estado.
Durante a pesquisa, Vieira fez visitas mensais a quatro locais diferentes: boxes de polpas congeladas e ao natural da Ceasa (Central de Abastecimento), em Irajá, além de hortifrutis, supermercados e feiras livres.
- Esta etapa foi muito importante. Os dados do estado indicam que se trata de um comércio em expansão. São acerolas, jabuticabas, melancias baby, melões net, melões pele-de-sapo ou espanhol, miniabacates ou avocados, pinhas e romãs, entre outras. Várias delas são espécies vindas do Nordeste, embaladas na Ceasa de São Paulo e levadas para a Ceasa de Irajá, onde depois são compradas pelo feirante contou Vieira.
Ao longo da pesquisa, Vieira verificou a existência de 45 espécies de frutas distintas, comercializadas ao natural na cidade do Rio em ao menos um dos quatro locais estudados. A venda de jacas, por exemplo, foi encontrada somente nos hortifrutis.
- Nas feiras livres, provavelmente devido ao peso, espaço limitado das barracas e alto grau de deterioração da fruta, encontramos apenas os bagos da jaca, separados e embalados em sacos plásticos. Isso facilita o transporte e a satisfação do consumidor, agregando valor ao produto exemplificou o profissional.
Além do aspecto econômico, o agrônomo estudou, no laboratório da Pesagro-Rio, fatores como porcentagem de polpa, peso, tamanho, diâmetro, coloração externa e interna, aroma, incidência de pragas e doenças, produtividade, acidez e açúcares.
O material tem sido usado em trabalhos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que utiliza essas informações para ajudar nas pesquisas de frutos e combate a pragas e doenças, conforme explicou o agrônomo.
As informações são da Secretaria de Comunicação do governo do estado.
