Poluentes representam alto risco para fetos e bebês
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OSLO - Os fetos e os bebês são mais vulneráveis do que se imaginava poluentes químicos que podem provocar doenças deformidades, mesmo em quantidades inofensivas para os adultos, disseram cerca de 200 cientistas nesta quinta-feira. Os pesquisadores defenderam a adoção de um controle mais rígido sobre produtos tóxicos, alguns dos quais usados na fabricação de plásticos e pesticidas, afirmando que essas substâncias podem gerar falhas em estágios fundamentais do crescimento, levando a eventuais danos cerebrais, má-formação e câncer.
- O estágio fetal e a primeira infância são períodos de grande vulnerabilidade aos riscos ambientais - afirmaram toxicologistas, biólogos, pediatras e outros especialistas de várias partes do mundo após um encontro realizado nas Ilhas Faroe.
- A exposição tóxica a poluentes químicos durante esses períodos de grande suscetibilidade podem provocar doenças e deformidades nos bebês, nas crianças e em todo o período da vida adulta - disseram no comunicado final do encontro, realizado entre os dias 20 e 24 de maio.
- Em alguns casos, danos aos genes podem também ser passados para gerações subsequentes - afirmaram os cientistas presentes no evento, patrocinado em parte pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
- Estamos começando a compreender que há processos bastante delicados que precisam ocorrer em um determinado momento e em uma determinada sequência - afirmou Philippe Grandjean, presidente do encontro e membro da Universidade da Dinamarca Meridional e da Faculdade de Saúde Pública de Harvard.
