Dores do câncer podem ser controladas com analgésicos
Agência EFE
MADRI - Cerca de 95% das dores produzidas pelo câncer podem ser controladas com um tratamento analgésico adequado e só os demais 5% exigem medidas extraordinárias, disse nesta terça-feira o médico Alfredo Cerrato, presidente da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM). O objetivo é controlar 100% da dor dos pacientes que sofrem dela, entre 60% e 80% dos doentes de câncer, com a ajuda de médicos e de pacientes, acrescentou.
Cerrato participou em Madri da apresentação do programa Edupac, destinado a avaliar e medir a dor, seus tipos e características, pelo guia 'A Dor no Paciente Oncológico', assim como um prospecto com as 15 dúvidas mais freqüentes sobre a dor. O guia e os folhetos, em espanhol, estarão à disposição do público nas consultas médicas e nas 2.052 sedes da Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC), além de acessáveis pela internet nos sites www.edupac.es e de todocancer.com.
- O programa Edupac tenta ser uma ferramenta à disposição de pacientes, familiares e médicos para controlar esse sintoma da doença e tentar afetar o menos possível a qualidade de vida do doente - disse Eduardo Díaz-Rubio, chefe de Serviço de Oncologia do Hospital Clínico San Carlos de Madri, e coordenador do Projeto Algos, que engloba o Edupac.
Díaz-Rubio lembrou que o projeto é uma iniciativa que nasceu há nove anos e que se encarrega de desenvolver atividades de divulgação, educação e científicas sobre o controle da dor para todos os profissionais de saúde que atendem o paciente de câncer.
Vicente Guillen, chefe do Serviço de Oncologia Médica do Instituto Valenciano de Oncologia e coordenador do Programa Edupac, explicou que a finalidade é ajudar os pacientes com dor para que saibam que ela pode ser controlada, e que a melhor forma para isso é a comunicação com o médico.
- A dor é um sintoma subjetivo e é preciso ensinar a avaliá-lo. Isso rompe com idéias como a de que tratamento com opiáceos piora a doença, ou que causam dependência, tolerância ou efeitos secundários - disse Guillen.
