China lançará seu primeiro programa lunar no segundo semestre de 2007
Agência EFE
PEQUIM - A China lançará seu primeiro programa de prospecção lunar no segundo semestre deste ano, o terceiro marco de sua história espacial, após ter realizado com sucesso seu programa de satélites e suas primeiras missões espaciais tripuladas.
Segundo informa nesta segunda-feira o jornal oficial 'China Daily', o programa lunar 'Change I' será composto de três fases: orbitar a Lua, alunissagem (pouso na superfície lunar) e retorno à Terra.
- O projeto lunar é o terceiro marco da tecnologia espacial chinesa, depois dos projetos de satélites e de vôos espaciais tripulados, e um primeiro passo para explorarmos o espaço profundo, disse Sun Laiyan, responsável da Administração Nacional Espacial da China.
Após orbitar a Lua, acontecerá a alunissagem em uma nave exploradora, o que, segundo relatórios anteriores, acontecerá em 2012.
Durante a terceira fase, outra nave vai pousar na superfície lunar e voltará em seguida à Terra com amostras de solo e pedras.
- As atividades espaciais combinam uma avançada tecnologia, um grande investimento, grandes benefícios e altos riscos, disse Sun, que acrescentou que apenas 48% dos projetos lunares terminam com sucesso.
"De qualquer maneira, os benefícios das atividades espaciais são enormes, em termos políticos, econômicos, militares e pelos avanços que trazem à vida cotidiana', acrescentou.
Segundo Sun, para cada dólar investido em ciência espacial é possível esperar um retorno de pelo menos US$ 7.
Além da prospecção lunar, a China continuará com suas missões de pesquisa sobre vôos espaciais tripulados, entre eles o passeio espacial e experimentos para vincular a passagem de uma nave a outra.
O gigante asiático foi o terceiro país a realizar uma missão espacial tripulada, em 2003, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos.
A China é ainda um dos poucos países capazes de desenvolver sistemas próprios de navegação por satélite, os 'Compass' e os "Beidou', que devem ter doze unidades fabricadas como parte de um sistema que poderá ser utilizado tanto pelo país asiático como por seus vizinhos.
O Governo reiterou em diversas ocasiões que seu uso do espaço é pacífico e está destinado a beneficiar o ser humano.
