China rebate EUA sobre 5G da Huawei no Brasil: 'Querem sabotar a parceria sino-brasileira'

Reagindo ao pedido dos EUA ao Brasil para que o país desabilite a tecnologia 5G da Huawei no país, Embaixada da China diz que Washington tem objetivo de difamar Pequim, e que o país estadunidense é o "maior império de hackers" do mundo

Por JORNAL DO BRASIL

Homem usa smartphone em um display para serviços 5G da empresa de tecnologia chinesa Huawei na PT Expo em Pequim (arquivo)

No sábado (7), a Embaixada da China no Brasil respondeu à visita do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, ao país, após o mesmo dizer que para ser parceiro da OTAN, o Brasil deveria abrir mão da tecnologia 5G da Huawei.

A embaixada chinesa afirmou em um comunicado que os ataques dos EUA são mal-intencionados e infundados, e que têm real objetivo de difamar Pequim, cercear as empresas chinesas de alta tecnologia e preservar os "interesses egoístas da supremacia norte-americana".

"A esse tipo de comportamento que busca publicamente coagir os outros países na construção do 5G e sabotar a parceria sino-brasileira, manifestamos forte insatisfação e veemente objeção", afirmou o texto do comunicado.

A nota afirma que a Huawei tem boa cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e fornece equipamentos a quase metade das redes de telecomunicação do país, atendendo a 95% da população brasileira.

Adicionalmente, a embaixada apontou os EUA como o "maior império de hackers" do mundo, dizendo que o país é que representa uma verdadeira ameaça à segurança cibernética global.

Sobre a postura do Brasil, a embaixada declarou que não acredita que o governo brasileiro vá excluir os chineses de futuros contratos no setor e manterá um bom ambiente de negócios.

"Acreditamos que o Brasil vai fornecer regras de mercado em sintonia com os parâmetros de transparência, imparcialidade e não discriminação para empresas chinesas e de qualquer outra nacionalidade, bem como continuar a manter um bom ambiente de negócios para a cooperação econômico-comercial sino-brasileira", disse a nota.

Na sexta-feira (6), Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA visitou o Brasil para tratar diversos assuntos, entre eles combate à pandemia.

Em reunião com ministro da Defesa, general Braga Netto, Sullivan disse que o país pode ser parceiro da Aliança Atlântica se desabilitar a tecnologia chinesa 5G da Huawei no país, conforme noticiado.(com agência Sputnik Brasil)