Beth Carvalho leva samba à capital do frevo
Depois do show de Beth Carvalho na madrugada desta segunda-feira (20) no centro do Recife, era difícil dizer se o melhor foi a voz da cantora entoando vários clássicos ou se foi a set list requintada da apresentação. A experiente intérprete e compositora mesclou músicas mais lentas a sambas aceleradíssimos e fez crescer cada vez mais a animação do público.
Ela abriu a apresentação com O show tem que Continuar, seguida de músicas mais sossegadas, como Trem das Onze e Deixa a Vida me Levar. Em reverência ao homenageado deste Carnaval, cantou Morena Tropicana, de Alceu Valença, e levantou o público com o tradicional frevo Quarta-feira Ingrata, de Luis Bandeira.
A partir daí, a banda não teve mais sossego. Beth fez um pout-pourri com sambas-enredo memoráveis, como o tradicional "Me leva que eu vou, sonho meu...", o que levou a Mangueira ao título em 2002 ("Vou invadir o Nordeste, sou cabra da peste...") e o campeão da Salgueiro em 1993 ("Explode coração, na maior felicidade...") - todos cantados de cabo a rabo pelo público.
Acelerando ainda mais, Beth cantou Coisinha do Pai, Vou Festejar e O que é, o que é?. E depois de fechar as cortinas, Beth voltou cantando um medley com mais de 20 marchinhas de Carnaval que fez os foliões pularem ainda mais animados, cantando e dançando em roda.
