África do Sul se despede com vitória; França repete vexame

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Jornal do Brasil

JOH - A África do Sul abriu dois gols de vantagem sobre a França e até sonhou com classificação, mas se despediu eliminada da Copa do Mundo, nesta terça-feira, em Bloemfontein. O triunfo por 2 a 1, conquistado pelos sul-africanos no Free State Stadium, ao menos deu ao país anfitrião um momento de alegria, mas também evidenciou mais um vexame francês na competição.

A derrota francesa teve direito a uma tola expulsão ao meia Gourcuff, ainda aos 25min do primeiro tempo, o que prejudicou as pretensões do país na partida. Dali em diante, a África do Sul teve amplo domínio, marcou duas vezes (gols de Khumalo e Mphela), chegou a ter um terceiro gol anulado e sonhou com as oitavas. No fim, a França ainda diminuiu, marcando com Malouda o seu solitário gol na Copa do Mundo 2010.

Com a eliminação, a África do Sul se torna o primeiro país anfitrião a não passar de fase na história das Copas. Carlos Alberto Parreira, em 1998, já havia atingido um decepcionante feito inédito, já que foi demitido da Arábia Saudita ainda durante o Mundial da França. Ainda assim, Parreira se tornou, em 2010, o treinador com mais participações na história da competição.

A França, que havia empatado sem gols contra o Uruguai e perdido por 2 a 0 para o México, deixa a Copa de forma melancólica, com só um gol marcado e um ponto somado.

Carlos Alberto Parreira realizou cinco trocas em relação à equipe que havia sido batida por 3 a 0 contra o Uruguai. Dois dos jogadores que saíram foram o goleiro Khune e o volante Dikgacoi, ambos suspensos. Gaxa, Letshononyane e Modise deixaram a equipe por opção do treinador.

Na França, foram seis as substituições realizadas por Raymond Domenech, que barrou inclusive o capitão Patrice Evra. As novidades foram Squillaci, Clichy, Alou Diarra, Gourcuff, Gignac e Cissé. O que não mudou, porém, foi a má fase da equipe na Copa do Mundo.

Em seus primeiros minutos em campo, a França até se portava melhor em campo. Com o meio-campo avançando e Diaby realizando bons deslocamentos, os franceses passavam a impressão de que poderiam ter uma despedida menos lamentável. Já aos 3min, Gignac finalizou da grande área, ameaçando a meta de Josephs.

O cenário, porém, se alterou completamente já aos 20min. Tshabalala bateu escanteio e Khumalo subiu mais alto que a marcação, abrindo o placar para a África do Sul em Bloemfontein. Em seguida, piorou ainda mais a vida da França: Gourcuff atingiu Sibaya com o cotovelo, em disputa pelo alto, e foi expulso pelo colombiano Oscar Ruiz.

A superioridade numérica animou ainda mais a África do Sul, que partiu com tudo em busca de uma classificação que se anunciava quase impossível. Aos 37min, Masilela recolheu bola perdida na grande área e chutou para dentro. Mphela, no peito e na raça, empurrou para as redes com a perna direita.

O Free State Stadium pegava fogo e a África do Sul ainda quase fez o terceiro antes do intervalo. Parker chegou a marcar no minuto seguinte a Mphela, mas a arbitragem anulou corretamente a jogada, já que o sul-africano estava impedido.

Com a notícia de que o Uruguai batia o México por 1 a 0, a África do Sul retornou para o segundo tempo lutando por mais dois gols milagrosos. Aos 6min, Mphela chegou a acertar a trave em finalização cara a cara com Hugo Lloris.

Aos poucos, a África do Sul foi murchando e perdeu fôlego na busca por uma goleada que lhe daria a classificação. Com mais espaços disponíveis, a França aproveitou e, aos 25min, enfim marcou seu primeiro gol no Mundial.

Henry, fazendo sua estreia na Copa, fez bonito passe para Sagna, que carregou e deixou Ribéry em boas condições. Mesmo pressionado, o francês só rolou para Malouda empurrar para o gol vazio. Foi a senha para um fim de partida morno e sem alternativas, também no confronto entre Uruguai e México.