Comunidade internacional promete US$ 5,3 bi em ajuda ao Haiti

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SÃO PAULO, 31 de março de 2010 - A comunidade internacional superou as expectativas ao assumir o compromisso de destinar US$ 5,3 bilhões nos próximos dois anos à reconstrução do Haiti - inclusive US$ 172 milhões prometidos pelo Brasil - , anunciou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

"Temos boas notícias", disse o chefe das Nações Unidas nesta quarta-feira, ao apresentar os resultados da reunião, em Nova York, dos representantes de 138 países e organismos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Os Estados-membros se comprometeram a destinar US$ 5,3 bilhões nos próximos dois anos, e de US$ 9,9 bilhões no total nos próximos três anos e além", disse Ban durante entrevista coletiva.

"Os amigos do Haiti agiram muito além das expectativas", comemorou. "Isto não é apenas simbólico e retórico", completou o chanceler brasileiro, Celso Amorim, "mas também é um compromisso para supervisionar durante os próximos dois anos aquilo que decidimos hoje".

A cifra superou a meta de US$ 3,8 bilhões para os próximos 18 meses, que havia sido estabelecida pelos organizadores da conferência para reerguer o Haiti.

As maiores contribuições prometidas são dos Estados Unidos e dos 27 países da União Europeia (UE). A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, coorganizadora da conferência junto com Ban, ofereceu US$ 1,15 bilhão, afirmando que os fundos seriam direcionados para apoiar o plano haitiano "de fortalecer a agricultura, a energia, a saúde, bem como a segurança e a governança" no país.

A proposta norte-americana se soma aos US$ 2,8 bilhões solicitados na semana passada ao Congresso pelo presidente Barack Obama para as necessidades urgentes.

A UE prometeu US$ 1,6 bilhão adicionais, dos quais a França se comprometeu a desembolsar US$ 243 milhões (? 180 milhões) em 2010-2011, para alimentação e a restauração da autoridade governamental.

O Banco Mundial prometeu US$ 250 milhões em uma nova ajuda, lembrando que pagará US$ 479 milhões até junho de 2011. Amorim propôs, em nome do Brasil, uma ajuda de US$ 172 milhões, valor quase todo voltado para a área da saúde.

(Redação com agências internacionais - Agênci