Maioria esmagadora de fumantes está preocupada com a saúde

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São Paulo, 10 de março de 2010 - Mais de 91% dos fumantes brasileiros afirmam estar preocupados com a saúde e 82% revelam já ter tido problemas relacionados ao tabaco. As informações fazem parte da Pesquisa ITC Brasil (International Tobacco Control), o primeiro estudo internacional que tem por objetivo avaliar os impactos das políticas públicas implementadas nos países, entre ele o Brasil, decorrentes da assinatura da Convenção-Quadro para controle do Tabaco (CQTC).

A pesquisa mostrou também queda na prevalência do tabagismo entre os brasileiros acima de 15 anos, o que já havia sido registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado (PNAD Tabagismo - 2008) e coincide com a adoção das medidas tomadas pelo país para o controle do tabaco: caiu de 33%, em 1989, para 17%.

A pesquisa do ITC aprofunda as informações sobre os fumantes remanescentes, revelando que os brasileiros fumam, em média, 15,4 cigarros por dia; 92% fumam diariamente. Entre os fumantes, 91% afirmam ser dependentes do cigarro e 52% se dizem muito dependentes.

Os brasileiros também são os mais arrependidos, entre os países participantes da pesquisa, de terem começado a fumar: 91% preferiam não ter se tornado fumantes. Mais da metade (51%) têm planos de deixar de fumar nos próximos seis meses, mas eles reconhecem a dificuldade de adotar essa prática e querem ajuda.

82% afirmam que o governo deveria fazer mais para ajudar os fumantes a largar o cigarro. O tratamento para parar de fumar está previsto no Sistema Único de Saúde e é compartilhado pelo poder público nos níveis municipal, estadual e federal.

No Brasil, a pesquisa ouviu 1.826 pessoas (1.215 fumantes e 611 não fumantes) em três das maiores capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, entre abril e junho de 2009. Outros 19 países participaram da pesquisa.

Em relação aos ambientes livres da fumaça de tabaco, no momento da pesquisa, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o município de Porto Alegre já haviam aprovado (mas não implantado) leis proibindo totalmente o ato de fumar em ambientes públicos fechados ou restringia a prática aos chamados fumódromos.

O estudo revela um alto nível de apoio à política de restrição do fumo: 66% dos fumantes cariocas, 65% dos paulistas e 63% dos gaúchos aprovam as políticas regionais de proibição total do fumo em ambientes fechados. Quando os não fumantes respondem a essa mesma pergunta, o nível de aprovação é ainda maior: quase 80% dos entrevistados apóiam.

(Redação - JBOnline)