Maioria esmagadora de fumantes está preocupada com a saúde
A pesquisa mostrou também queda na prevalência do tabagismo entre os brasileiros acima de 15 anos, o que já havia sido registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado (PNAD Tabagismo - 2008) e coincide com a adoção das medidas tomadas pelo país para o controle do tabaco: caiu de 33%, em 1989, para 17%.
A pesquisa do ITC aprofunda as informações sobre os fumantes remanescentes, revelando que os brasileiros fumam, em média, 15,4 cigarros por dia; 92% fumam diariamente. Entre os fumantes, 91% afirmam ser dependentes do cigarro e 52% se dizem muito dependentes.
Os brasileiros também são os mais arrependidos, entre os países participantes da pesquisa, de terem começado a fumar: 91% preferiam não ter se tornado fumantes. Mais da metade (51%) têm planos de deixar de fumar nos próximos seis meses, mas eles reconhecem a dificuldade de adotar essa prática e querem ajuda.
82% afirmam que o governo deveria fazer mais para ajudar os fumantes a largar o cigarro. O tratamento para parar de fumar está previsto no Sistema Único de Saúde e é compartilhado pelo poder público nos níveis municipal, estadual e federal.
No Brasil, a pesquisa ouviu 1.826 pessoas (1.215 fumantes e 611 não fumantes) em três das maiores capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, entre abril e junho de 2009. Outros 19 países participaram da pesquisa.
Em relação aos ambientes livres da fumaça de tabaco, no momento da pesquisa, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o município de Porto Alegre já haviam aprovado (mas não implantado) leis proibindo totalmente o ato de fumar em ambientes públicos fechados ou restringia a prática aos chamados fumódromos.
O estudo revela um alto nível de apoio à política de restrição do fumo: 66% dos fumantes cariocas, 65% dos paulistas e 63% dos gaúchos aprovam as políticas regionais de proibição total do fumo em ambientes fechados. Quando os não fumantes respondem a essa mesma pergunta, o nível de aprovação é ainda maior: quase 80% dos entrevistados apóiam.
(Redação - JBOnline)
