Policiais civis prometem "operação tartaruga" no Carnaval
Fabrício Calado Moreira, Portal Terra
SALVADOR - Sem acordo com o governo estadual, o Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindipoc) diz que trabalhará em "operação tartaruga" neste Carnaval. Significa que presos detidos durante sete dias não serão mantidos em delegacias, mas terão a custódia entregue à Secretaria Estadual da Justiça.
"Não vamos tomar conta de presos", afirma o secretário-geral do sindicato, Bernardino Gayoso. O sindicato diz que as delegacias de polícia submetem os presos e os servidores a condições subumanas e há desvio de função na corporação (investigadores e servidores da polícia trabalhando em outros cargos).
Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública não comentou as reivindicações do sindicato, mas afirmou que está mantido o esquema de segurança divulgado no último dia 5. Na quarta-feira, a secretaria convocou os policiais civis que trabalharão no Carnaval 2010 para uma reunião no auditório da Sede dos Correios, na Pituba.
Pelo esquema, a Polícia Civil trabalhará com um efetivo de 2.587 homens em todo o Estado, entre delegados, escrivães e agentes. Já o secretário-geral do sindicato diz o contrário. "Eles vão fingir que nos pagam, e a gente vai fingir que trabalha", afirma Gayoso.
Policiamento intensivo
O maior reforço no Carnaval baiano, no entanto, é da Polícia Militar. O governo promete um efetivo de 19.628 policiais, sendo 1.499 do Corpo de Bombeiros, no Carnaval de Salvador e em mais 13 cidades do interior do Estado.
Na capital baiana serão 12.587 PMs dando proteção a baianos e turistas nos circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho), além de seis bairros que participam da festa (Itapuã, Cajazeiras, Pau da Lima, Periperi, Liberdade e Plataforma).
