O caminho trilhado pela pianista Polina Bespalko
ILYA LOKTIÚSHIN, JB Online
RÚSSIA HOJE - Ela começou sua carreira profissional aos 8 anos de idade, como estudante da Escola de Música Central de Moscou, junto ao Conservatório Tchaikovsky - ponto de encontro de talentosos jovens músicos da União Soviética - e aparece como solista nas salas da capital da Rússia. Sua atividade criativa continua com o ingresso no Conservatório Tchaikovsky, e ela participa, a convite do Ministério da Cultura da Rússia, de numerosos recitais e concertos, inclusive no exterior. Com turnês pela Europa, fica conhecida internacionalmente.
Polina é vencedora de vários prêmios internacionais, como Wideman Concurso Internacional em Shreveport (Louisiana), Competição Mundial de Piano em Cincinnati (EUA) e o Grand Prix pela melhor execução do Concerto nº 3 de Sergei Rachmaninov, na Itália. Em 2002, junto com seu professor, o famoso pianista Nikolai Petrove, artista popular na URSS do Conservatório Tchaikovsky, participou na estréia da interpretação do Concerto para Quatro Pianos de Bach, celebrado no Kremlin. No ano seguinte, Polina apresentou-se com o quinteto de cordas I Soloist di Varsovia, no festival internacional Kremlin Musical.
Ela foi convidada a dar recitais nos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City (EUA) de 2002. Em novembro de 2005 e 2008, Polina visitou o Brasil e tocou no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasilia. Doutorada em arte da música no College Conservatory of Music em Cincinnati, ela leciona na Universidade Católica Xavier de Ohio. Casada com o americano Gary Ellerhorst, mora em Cincinnati (EUA) e prossegue sua pós-graduação nos centros musicais daquele país. Solista de Filarmônica de Moscou, apresentase na capital da Rússia, onde vai tocar este ano.
Em 2006, primeira vez o público russo ouviu as Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos interpretadas por Polina. Falando à imprensa, ela disse: "Para mim, Villa-Lobos é a encarnação da música erudita do Brasil, país que eu adoro. Lá eu comecei a estudar música com minha mãe, já que meu pai, nos anos 80, foi correspondente da agência TASS no Brasil". Polina vai tocar, além de Villa-Lobos, Tchaikovsky e Rachmaninov em recital do CCBB, no Rio, em 13 de julho.
