Otimismo cede lugar à cautela e dólar sobe
A agenda cheia de divulgações nos Estados Unidos sobre o mês de maio também movimentou o dia. No mercado imobiliário, tanto o número de permissões para construir quanto o de obras iniciadas, ficaram acima das projeções. Mas apesar disso, o setor de construção ainda enfrenta problemas. Ontem a Associação Nacional dos Construtores de Imóveis Residenciais (Nahb, na sigla em inglês) informou que a confiança das empresas do setor enfraqueceu em junho. Somado a isso, a produção industrial dos EUA teve queda de 1,1% em maio contra abril, mostrando que ainda continua enfraquecida.
Acompanhando a invertida das bolsas norte-americanas e refletindo um movimento substancial de saída de recursos, por parte de grandes instituições, o dólar, que chegou à mínima de R$ 1,932 no intraday, encerrou o dia em alta de 0,67%, vendido a R$ 1,967.
As preocupações sobre uma possível perda do status de moeda reserva do dólar, discutida na reunião dos Brics, motivaram as vendas de dólar ao longo do dia, o que fez com que a divisa norte-americana operasse sem forças frente a seus principais rivais externos. Os líderes dos Brics pediram nesta terça-feira que o mundo adote uma maior diversificação do sistema de divisas mundial. "Poderíamos investir uma parte de nossas reservas não somente em bônus do Tesouro norte-americano e europeu, mas também, por exemplo, em instrumentos financeiros emitidos por nossos sócios do Bric", afirmou o presidente russo Dimitri Medvedev.
(Simone e Silva Bernardino - IN)
