Importação de cobre e alumínio é recorde em abril
Os investimentos em ativos fixos urbanos da China cresceram 30,5% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2008, uma vez que o governo injetou dinheiro na construção de ferrovias, casas populares e oleodutos. O cobre, empregado em redes elétricas e na construção de moradias, deu um salto de 49% este ano em Londres, quando a China elevou suas compras em meio à recessão mundial, a pior desde a Grande Depressão iniciada em 1929.
"As importações de ambos os metais devem ter alcançado seu pico em abril", afirmou na última sexta-feira Ruan Yinan, analista da trading Yatong Metals (Shenzhen) Co. "A compra de cobre estrangeiro se tornou quase geradora de prejuízo, e as margens de lucro do alumínio também caíram."
Desaceleração das Compras
A economia da China enfrenta "grandes incertezas" com o agravamento do impacto da crise mundial, disse a estatal Agência de Notícias Xinhua na quinta-feira, citando o vice-primeiro-ministro Li Keqiang. Uma recuperação poderá ser um processo "de idas e vindas e complicado", disse Li.
As importações de cobre "deverão cair daqui para a frente porque o aumento das remessas depreciou os preços de Xangai, em comparação com Londres", disse Zhao Kai, analista da Jinrui Futures Co. As remessas de abril foram as maiores de todos os tempos, disse Zhao.
Já as importações de cobre refinado por parte da China vão desacelerar durante o restante deste ano com o aumento da oferta de aparas de cobre, disse Ma Xiaoqin, vice- diretor-geral do departamento de cobre da Minmetals Nonferrous Metals Co., a maior trading do país, no último dia 8.
O Departamento de Reservas Estatais encerrou, em grande medida, suas aquisições e estocagens, disse Edward Fang, analista da China International Futures (Shanghai).
O Departamento de Reservas Estatais contratou no exterior a compra de entre 300 mil toneladas e 400 mil toneladas de cobre refinado para seus estoques, segundo analistas do Macquarie Group. O departamento comprou 590 mil toneladas de alumínio de fundições nacionais este ano para as reservas estratégicas, disseram as operadoras.
Os embarques de alumínio deverão despencar para os níveis normais de 50 mil toneladas ao mês em julho e no terceiro trimestre, em relação a seu recorde de abril, disse na sexta-feira Eric Zhang, analista da empresa de pesquisa CBI China Co. Zhang que afirmou em fevereiro que as compras para as reservas governamentais poderiam ter a consequência indesejável de "absorver o excedente" do metal fora da China.
(Redação - Gazeta Mercantil)
