Bradesco vê pico de inadimplência em junho

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SÃO PAULO, 25 de maio de 2009 - O Bradesco acredita que o cenário geral de crédito tem melhorado nos últimos meses, especialmente nos segmentos de varejo e de pequena e média empresas, e espera uma estabilização da inadimplência em junho.

"Nossa visão agora é um pouco melhor", disse nesta segunda-feira o vice-presidente do banco, Noberto Barbedo.

O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com inadimplência, medida por operações com atraso de pagamento superior a 90 dias, em 4,3%, acima dos 3,6% no final de 2008.

Quando divulgou os resultados de janeiro a março, o banco previu que o índice continuaria subindo, até bater no teto de 4,9% em agosto ou setembro.

Barbedo disse ainda o banco está negociando com grandes empresas acordos para financiamento a fornecedores em moldes semelhantes ao anunciado na semana passada com a Vale.

No acordo, o Bradesco reservou pelo menos R$ 120 milhões em "linhas de crédito mais ágeis e com taxas mais competitivas" para fornecedoras da Vale.

O Bradesco anunciou nesta segunda-feira a ampliação do prazo de financiamento para compra da casa própria de 25 anos para 30 anos em todas as modalidades. Além disso, o banco está reduzindo a taxa de juros dos contratos pós-fixados para imóveis com valor de até R$ 120 mil 10% para 8,9% ao ano mais TR. As taxas de juros para imóveis residenciais de R$ 120 mil a R$ 500 mil também estão sendo reduzidas.

Segundo o vice-presidente do banco, o Bradesco quer elevar de 29% para 45% a fatia do setor em sua carteira de varejo.

"A ideia é incrementar financiamento especialmente para famílias com renda de 3 a 10 salários mínimos", disse Barbedo.

A ofensiva veio no dia seguinte ao fim do Feirão da Casa Própria, evento realizado de 21 a 24 de maio, em São Paulo, pela Caixa Econômica Federal, principal financiadora para compra de imóveis no país.

O Bradesco quer elevar sua participação no mercado de crédito para compra da casa própria dos atuais 22% para 25%.

De acordo com Barbedo, a queda recente dos juros e a expectativa de manutenção da taxa básica em níveis mais baixos nos próximos anos completou um quadro mais benigno para a expansão do setor, iniciada há 3 anos com a aprovação de leis que dão mais garantias a quem concede empréstimos.

(Redação - Agência JB Online)