SulAmérica eleva dividendos e descarta saída do ING
O desempenho, segundo Farme, faz parte do recorde de crescimento registrado pela SulAmérica nos últimos três anos e que deve continuar em 2009, numa média entre 5% e 7% sobre o ano passado, ou cerca da metade dos 12% de aumento de 2008 em relação a 2007. "Crescemos acima da meta traçada para o ano passado, que era atingir R$ 380 milhões em lucro, numa projeção realista, mas não conservadora", revela. A saúde financeira da empresa pode ser atestada pela sobra de R$ 750 milhões como resultado do IPO realizado em outubro de 2007, quando a SulAmérica captou R$ 775 milhões no mercado acionário. Os recursos foram usados na liquidação de dívidas de curto prazo e investimentos para o crescimento da companhia, que conseguiu multiplicá-los a ponto de ter praticamente o mesmo volume no caixa.
Com esse lastro, a seguradora continua analisando possíveis aquisições de empresas de áreas que têm força, como seguro saúde e automóveis, responsáveis por 80% da sua carteira total. Não descarta, ainda, investimentos em novos segmentos como os seguros ligados ao crédito, à perda de renda, a viagens, cujas taxas de prêmios são baixas e têm chances de ampliar a atual participação nos negócios da empresa, que hoje varia de 2% a 3% da carteira.A versão do mercado, no entanto, é diversa. Nesta semana, a Itaú Corretora divulgou relatório que destaca a saída do grupo financeiro holandês ING da sociedade que mantém com a SulAmérica desde 2002, por conta de problemas enfrentados na matriz em função da crise internacional. Há ainda a sugestão de que, em fase de reestruturação da área de seguros, o Banco do Brasil (BB) desfaça a parceria societária com a seguradora na Brasilveículos, cujo principal cartão de visita é uma carteira com 800 mil carros segurados. Outra conjectura difundida no mercado segurador é uma eventual fusão operacional.
(Etiene Ramos e Luciano Máximo - Gazeta Mercantil)
